ODA Vinoteca, 20 anos. Uma história de sucesso em Puerto Iguazú

Liliam Catalina Zakidalsky, uma empreendedora que une conhecimento e paixão pelo que vende: o vinho. Marcos Freire/Foz em Destaque

Empresária que criou a vinoteca fala das novidades e relembra o início de tudo, em 2002.

A ODA Vinoteca, de Puerto Iguazú, na Argentina, completa em 7 de setembro deste ano 20 anos de existência. O “paraíso dos vinhos argentinos”, nestas duas décadas, se consolidou como um dos atrativos da tríplice fronteira, atraindo desde turistas de todas as partes até clientes habituais da região, que confiam na qualidade dos vinhos e no bom atendimento.

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“A vinoteca foi criada pela empresária argentina Liliam Catalina Zakidalsky, junto com seu marido, Mauri da Silva Viana. A data escolhida para a inauguração, 7 de setembro, “coincide com o Dia do Enólogo (cientista do vinho) e com um dia importante para os brasileiros”, destaca a empresária, referindo-se à comemoração da Independência do Brasil.

Para este ano, a vinoteca pretende abrir em Foz a ODA Duty Free, uma loja franca de vinhos argentinos voltada “para o turista e/ou cliente que não se pode dar o tempo de cruzar a fronteira”, mas não abre mão de adquirir “produtos originais e responsavelmente cuidados”, diz Liliam.

A loja tem vinhos de 200 bodegas, atualmente. Começou com apenas 10. Foto: Marcos Freire/Foz em Destaque

PASSO A PASSO

Curiosamente, lembra Liliam, “quando a ODA foi criada, há 20 anos, o brasileiro estava mais informado do que nós sobre as premiações e o posicionamento de vinhos e de bodegas existentes na Argentina”. “A gastronomia em Puerto Iguazú era muito básica, com uma carta de vinhos mais populares.”

Esse foi o grande desafio inicial para a ODA: “Capacitar, acompanhar, providenciar as novas tendências para o canal gastronômico”. Quando a ODA foi aberta, fornecia vinhos de aproximadamente 10 bodegas, as mais conhecidas do país. “Hoje temos na vinoteca aproximadamente 200 bodegas diferentes.”

A vantagem da época é que não havia concorrência. “Agora, qualquer um vende vinhos, em qualquer lugar, sem o cuidado e o respeito que esta bebida merece, por tudo que contém em uma garrafa”, lamenta a argentina.

Liliam, na primeira foto do alto, e detalhes da vinoteca e sua infinidade de escolhas. Foto: Marcos Freire/Foz em Destaque

QUEM É LILIAM

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março), é interessante saber um pouco mais sobre esta empresária argentina, que quando menina estudava música e tocava piano e tornou-se depois professora desta arte.

Quando chegou a Puerto Iguazú, vinda de Posadas, onde nasceu, ela deixou para trás a carreira de professora de música para se concentrar na maternidade. Com 35 anos de casamento, Liliam é mãe de Gisela, Mauricio, Santiago e Adrian, e todos trabalham na mesma empresa.

Mas como veio a ideia de criar uma vinoteca? Ela conta que o marido dela, Mauri, trabalhava no ramo de distribuição de alimentos e bebidas.

Como a demanda de vinhos pelo setor gastronômico de Puerto Iguazú crescia muito, e vendo a necessidade de ampliar o portfolio dessa bebida, Liliam e o marido decidiramu abrir a ODA, que pouco a pouco conquistou não apenas os clientes habituais, mas passou a ser um dos atrativos para os turistas que visitam a fronteira.

São tantas opções que o cliente entra em estado de graça. Foto: Marcos Freire/Foz em Destaque

PINGUE-PONGUE

Veja, agora, algumas respostas diretas de Liliam, num “pingue-pongue” com o H2FOZ, para conhecer um pouco mais sobre esta empreendedora argentina:

Quais os desafios enfrentados pela senhora para abrir e manter a excelência da ODA Vinoteca?

Os desafios na fronteira estão no dia a dia. Tudo influi: Aduana, clima, câmbio, comércios paralelos, etc. Todos são temas com que temos que nos adaptar para estarmos atualizados. Mas o principal é capacitação contínua, seriedade, respeito com o cliente, credibilidade e confiança em nossos provedores.

O que o vinho representa para a senhora?

O vinho para mim é MÁGICO. Une as pessoas, cria vínculos, muitos conhecimentos, momentos inolvidáveis. Ao ter um vinho diante de mim, me vem à mente a quantidade de pessoas que estiveram envolvidas para se chegar a um bom líquido dentro de uma garrafa. Somente quem compartilhou todo o processo de elaboração, conheceu as pessoas envolvidas, interagiu com os profissionais, pode dar o valor e o respeito que merecem a nossa bebida nacional.

Sabemos que a mulher empresária sempre tem uma dupla jornada (na empresa e em casa). Como a senhora concilia os compromissos de empresária, mulher e mãe?

Não é tarefa fácil, mas tampouco impossível. O que se faz com amor e paixão se torna mais tolerável.

Como é o a dia a dia de uma mulher empreendedora em Puerto Iguazú e nas Três Fronteiras?

Cada dia é um desafio diferente, tanto na empresa como na experiência vivida. É encomendar-se a Deus, porque jamais um dia é igual ao outro e nunca se sabe o que te espera.

Qual é o significado do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, para a senhora?

Todos os dias comemoro a bênção de ser mulher. Ter um dia dedicado a tal é uma homenagem merecida a todas as mulheres que marcam a diferença fazendo o melhor dentro de sua área.

A ODA Vinoteca completará duas décadas neste ano. Qual é o sentimento ao olhar para a trajetória da empresa?

São quase 20 anos de trajetória, muitíssimas satisfações, tanto comercial como pessoal. Sentir-me parte de tantas atividades realizadas, como capacitar os garçons, ser eleita por várias bodegas para o lançamento de novos rótulos a nosso público seleto, acompanhar as confraternizações, realizar degustações, ser mentora de muitos clientes, que hoje se profissionalizaram neste mundo do vinho.

A ODA Vinoteca sempre andou de mãos dadas com o trade turístico de Foz do Iguaçu, participando, por exemplo, de eventos (como o Festival de Turismo das Cataratas) e de instituições (como o Visit Iguassu –antigo Iguassu Convention & Visitors Bureau). Por quê? Qual é a importância dessa integração?

Desde os princípios da ODA temos participado, em conjunto com diferentes instituições relacionadas ao destino, de eventos, workshops, feiras, apresentações gastronômicas. Isto tem fortalecimento o vínculo e o reconhecimento da ODA em diferentes lugares. O VINHO UNE!

Miriam, falando do que entende, para pessoas que também amam o vinho argentino. Marcos Freire/Foz em Destaque

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