Sindicatos, organizações sociais e partidos políticos emitiram nota contra a reabertura do comércio considerado não essencial em Foz do Iguaçu. A prefeitura autorizou o funcionamento desses estabelecimentos, a partir desta segunda-feira, 13, de forma "gradual" e com regras sanitárias (acesse o decreto em link abaixo).
Uma das notas, firmada por aproximadamente 50 entidades e agremiações partidárias, "condena o afrouxamento da quarentena", uma das estratégicas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a contenção da pandemia do novo coronavírus.
Assinado por entidades como o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (CDHMP) e sindicatos de diferentes categorias profissionais, o documento afirma que, nas cidades que reduziram a restrição do distanciamento social, a proliferação da covid-19 aumentou. "Afrouxar é uma saída incoerente", preza a economia em detrimento da "saúde e segurança das pessoas", diz a nota.
A carta pública questiona a posição de entidades iguaçuenses que são favoráveis à reabertura do comércio e cobra do prefeito Chico Brasileiro (PSD) a manutenção de medidas de isolamento. "Cabe única e exclusivamente a responsabilidade de afrouxamento da quarentena ao chefe do Poder Executivo Municipal, o senhor prefeito Francisco Lacerda Brasileiro", frisa.
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Professores da Unila
Sindicato que representa professores da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), a Sesunila publicou carta aberta ao prefeito Chico Brasileiro. O documento também requer do gestor a manutenção de medidas de distanciamento social e fechamento do comércio não essencial.
O documento analisa a evolução da covid-19 pelo mundo e destaca que os países que não adotaram medidas de supressão sofreram o colapso de seus sistemas de saúde, o que resultou em mortes. A carta critica o governo federal e afirma que no Brasil as medidas de contenção "são o único caminho possível para evitar tragédias".
Abordando a realidade de Foz do Iguaçu, a Sesunila ressalta que "seria irresponsável que o poder público concordasse com a exposição da classe trabalhadora a tal risco [reabertura do comércio]". A nota termina reforçando pedido à prefeitura para que mantenha o "isolamento social horizontal".
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Posição da prefeitura
A prefeitura afirmou que o Decreto nº 28.026 da "reabertura gradual e monitorada do comércio" tem o propósito de "amenizar os efeitos econômicos na cidade, causados pela pandemia de coronavírus (COVID-19)". As empresas com atividades permitidas devem, obrigatoriamente, assinar o Termo de Responsabilidade Sanitária.
O atendimento deverá ser individualizado, e passará a ser obrigatório o uso de máscara para atendentes e clientes no interior dos estabelecimentos. "A normativa da prefeitura inclui também a necessidade de uso de máscara para usuários e trabalhadores em espaços públicos", informa a Agência Municipal de Notícias (AMN).

