Por Rafael Palmeira – OPINIÃO
A área de lazer localizada na Avenida Paraná, adjacente ao Batalhão do Exército, é um dos poucos espaços públicos disponíveis para atividades ao ar livre em Foz. Suas áreas esportivas representam um lugar de encontro de pessoas de diferentes idades e, também, um refúgio para a saúde e convivência social dos moradores, sendo essencial para o bem-estar físico e mental de quem vive o cotidiano da cidade.
No entanto, o que vemos hoje é o reflexo do abandono institucional. É inadmissível o estado de degradação em que estão as quadras de futebol e basquete. O cenário atual é lamentável: redes rasgadas, pisos irregulares e degradados, alambrados tombados e retorcidos, que podem causar acidentes aos usuários – principalmente às crianças, público mais vulnerável e frequente desses espaços. Todos ficam sujeitos a sofrer cortes, quedas e lesões, fora a exposição a riscos desnecessários quando necessitam pular na mata (área do exército) para recuperar as bolas que lá caem com frequência. Tudo isso em virtude da negligência do poder público.

O descaso por parte da Prefeitura de Foz do Iguaçu é tão grande que um grupo de frequentadores resolveu fazer, no domingo 22/03, um mutirão por conta própria para limpeza e manutenção da quadra de basquete. Reforçamos que não se trata de estética, mas de higiene e segurança. O lixo acumulado e os equipamentos deteriorados são um desrespeito aos cidadãos, que pagam seus impostos e esperam, no mínimo, um ambiente digno para o lazer. A prática esportiva, que deveria ser incentivada, fica, assim, prejudicada.

O poder público falha ao ignorar que a conservação desses espaços é uma forma de cuidar e promover o bem-estar e a inclusão social. Apesar das solicitações abertas para manutenção e limpeza por meio do aplicativo eOuve – canal disponibilizado pela gestão municipal para este tipo de reclamação – nada ainda foi feito (AS SOLICITAÇÕES SEQUER FORAM RESPONDIDAS – INCLUSIVE, PEDIMOS A TODOS E TODAS QUE COMPARTILHAM DESTA INDIGNAÇÃO QUE ABRAM, FORMALMENTE, UMA SOLICITAÇÃO NO MESMO APLICATIVO).

Reivindicamos uma postura imediata, transparente e eficaz da Prefeitura de Foz do Iguaçu. O espaço público é de todos, e sua conservação é um dever do governo municipal. Lazer não é privilégio, é direito; manutenção não é favor, é obrigação.
Rafael Palmeira é pai e usuário frequente dos poucos espaços de lazer públicos disponíveis aos moradores de Foz. Aos domingos pela manhã, costuma “bater bola” com seu filho nas quadras esburacadas da Avenida Paraná.

