OPINIÃO – Por José Afonso de Oliveira
As guerras hoje são travadas com drones, inteligência artificial e tudo o que a ciência, que parece neutra, está desenvolvendo, com um poder de destruição assustador. Pior de tudo: crianças, jovens e idosos são as maiores vítimas.
O direito internacional é uma piada de péssimo gosto, pois nada pode diante de interesses destrutivos. A Organização das Nações Unidas (ONU), para que serve? A Constituição dos Estados Unidos é violada em plena luz do dia.
Diante desse quadro, surge uma pergunta inevitável: para onde estamos indo como humanidade?
Enquanto trilhões são investidos em armamentos e operações militares, problemas estruturais persistem em diversas partes do mundo. A fome ainda atinge milhões de pessoas, o analfabetismo permanece como obstáculo ao desenvolvimento e faltam políticas públicas consistentes em áreas essenciais como transporte, segurança, moradia, saúde e educação.
Como ter uma educação eficiente para a paz diante de tanta violência inútil?
Em passado recente, os Estados Unidos invadiram e massacraram o Iraque, que supostamente teria um enorme depósito de armas químicas e biológicas, jamais encontrados, mas milhares de cidadãos foram mortos. A história recente oferece exemplos que ainda provocam reflexão.
Ao gastarmos fortunas com guerras, cada vez mais inúteis, por que não resolver exterminar a fome, erradicar o analfabetismo e instituir políticas públicas dignas de transporte, segurança, moradia, saúde e educação?
Para onde estamos indo como civilização? A questão permanece em aberto e diz respeito a todos nós.

