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Opinião

Vítimas das guerras

Guerra tecnológica e paz esquecida

José Afonso de Oliveira fala sobre as guerras e seus efeitos destrutivos.

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Guerra tecnológica e paz esquecida
Crianças, jovens e idosos são as maiores vítimas das guerras. Foto: Freepik

OPINIÃO – Por José Afonso de Oliveira

As guerras hoje são travadas com drones, inteligência artificial e tudo o que a ciência, que parece neutra, está desenvolvendo, com um poder de destruição assustador. Pior de tudo: crianças, jovens e idosos são as maiores vítimas.

O direito internacional é uma piada de péssimo gosto, pois nada pode diante de interesses destrutivos. A Organização das Nações Unidas (ONU), para que serve? A Constituição dos Estados Unidos é violada em plena luz do dia.

Diante desse quadro, surge uma pergunta inevitável: para onde estamos indo como humanidade?

Enquanto trilhões são investidos em armamentos e operações militares, problemas estruturais persistem em diversas partes do mundo. A fome ainda atinge milhões de pessoas, o analfabetismo permanece como obstáculo ao desenvolvimento e faltam políticas públicas consistentes em áreas essenciais como transporte, segurança, moradia, saúde e educação.

Como ter uma educação eficiente para a paz diante de tanta violência inútil?

Em passado recente, os Estados Unidos invadiram e massacraram o Iraque, que supostamente teria um enorme depósito de armas químicas e biológicas, jamais encontrados, mas milhares de cidadãos foram mortos. A história recente oferece exemplos que ainda provocam reflexão.

Ao gastarmos fortunas com guerras, cada vez mais inúteis, por que não resolver exterminar a fome, erradicar o analfabetismo e instituir políticas públicas dignas de transporte, segurança, moradia, saúde e educação?

Para onde estamos indo como civilização? A questão permanece em aberto e diz respeito a todos nós.

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    Professor Afonso

    José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

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