Polícia Nacional e Ministério Público do Paraguai confirmaram, nessa quinta-feira (2), a detenção da empresária Dalia López, de 55 anos. López estava foragida da Justiça paraguaia desde 2020, no caso que resultou na prisão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho.
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Em declarações reproduzidas pelo jornal La Nación, o delegado Luis Benítez indicou que a empresária estava em uma casa no bairro Herrera, em Assunção. O endereço fica a poucos metros de uma das unidades do Ministério Público na capital paraguaia.
“Montamos vigilância a noite toda e demos participação ao Ministério Público antes do cumprimento do mandado, que resultou positivo”, disse.
Dalia López é apontada como a responsável por fornecer documentos paraguaios a Ronaldinho Gaúcho. Os documentos tinham caráter oficial, mas conteúdo inautêntico, pois o ex-jogador nunca tramitou pedido para obtenção de nacionalidade paraguaia.
Ronaldinho e o irmão, Roberto Assis, ficaram presos 171 dias no Paraguai, entre março e agosto de 2020. Posteriormente, a Justiça do Paraguai extinguiu o processo contra os brasileiros, argumentando que Ronaldinho e Assis não tinham conhecimento da fraude.
Federico Leguizamón, promotor do Ministério Público, apontou que Dalia López afirmou, em suas primeiras declarações, que fugiu após receber supostas ameaças.
“Ela mostrou disposição em colaborar e disse que fugiu por sofrer ameaças. Não disse quem fez as ameaças, mas apontou que a fuga ocorreu porque temia pela vida, sentia-se ameaçada”, descreveu Leguizamón.
Dalia López permanecerá à disposição da Justiça do Paraguai, que poderá determinar medidas como prisão domiciliar, devido a problemas de saúde apresentados pela empresária.

