A Secretaria Nacional de Cultura (SNC) do Paraguai impulsionou, nesta semana, a candidatura da chipa para a lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, mantida pela UNESCO.
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De acordo com a SNC, a iniciativa tem como objetivo preservar a expressão cultural e ressaltar a importância da chipa para a população do Paraguai.
Ademais do caráter gastronômico, a chipa integra as tradições da Semana Santa entre os católicos do país. No período, as famílias se reúnem para a elaboração da receita, consumida na Sexta-Feira Santa, como mostra de união.
A inclusão de bens na lista de patrimônio cultural passa por criteriosa avaliação por parte da agência das Nações Unidas responsável pelo processo.
Nos últimos anos, além da chipa, o Paraguai já pediu o reconhecimento de outras tradições do país, como a guarânia (música) e tipos tradicionais de tecelagem.
A chipa está entre os alimentos mais consumidos diariamente no Paraguai, fazendo parte de refeições como o café da manhã. Além da tradicional argola, há vários outros formatos, como a trançada e a peculiar yacaré, que imita um jacaré.
O hábito de comer chipa já ultrapassou as fronteiras do país vizinho. Na Argentina e em zonas fronteiriças do Brasil, o alimento está disponível em padarias, supermercados e ruas, oferecido por vendedores ambulantes.
Em Foz do Iguaçu, inclusive, há uma “chiperia” em plena área central da cidade, na Rua Xavier da Silva, em frente à Agência do Trabalhador. O local também vende chipas congeladas e pacotes de chipita, biscoito salgado bastante popular na fronteira.

