A estiagem na bacia do Rio Paraguai, que já resulta na diminuição do volume do rio na região próxima à capital, Assunção, poderá afetar o fluxo de cargas no país.
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Atualmente, o país vizinho escoa cerca de 80% de sua produção agrícola pela hidrovia dos rios Paraguai e Paraná. Além disso, uma importante parte das importações utiliza a via fluvial para chegar ao mercado paraguaio.
Em declarações reproduzidas pelo jornal La Nación, Bern Günther, presidente do Centro de Estivadores Fluviais e Marítimos do Paraguai (Cafym), apontou que, nos meses de janeiro e fevereiro, importadores e exportadores conseguiram contornar as dificuldades.
Entretanto, o mês de março representa um período crítico. Para evitar problemas verificados nos anos anteriores, a entidade solicitou ao governo a adoção de medidas como monitoramento constante e dragagem.
“O Rio Paraguai não está com muita força neste ano, tal como no ano passado. Em 2025, tivemos 90 dias de crise, com quase 600 embarcações atrasadas na região próxima ao Río Bermejo. No fim, tivemos de contratar uma draga com recursos privados para paliar a situação”, relembrou.
De acordo com Günther, neste ano, os estivadores disponibilizaram recursos para que a Administração Nacional de Navegação e Portos (ANNP) e o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) fizessem, ainda em janeiro, a dragagem de parte do trecho.
A principal preocupação, contudo, diz respeito à estiagem no Pantanal brasileiro, com registros abaixo da média nos principais pontos de monitoramento do Rio Paraguai.

