Na última segunda-feira (16), moradores da capital do Paraguai, Assunção, e de municípios da região metropolitana enfrentaram inúmeros transtornos provocados pela chuva torrencial.
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Devido ao temporal, rios urbanos transbordaram e ruas ficaram alagadas, com a água barrenta invadindo imóveis situados em locais tradicionalmente críticos das cidades afetadas.
De acordo com a Direção de Meteorologia e Hidrologia (DMH) do Paraguai, a segunda-feira foi um ponto fora da curva na história meteorológica do país. De fato, nunca choveu tanto em um único dia para o mês de março.
Conforme os dados, Assunção recebeu, em apenas 24 horas, 208 milímetros de chuva. Tal volume superou, amplamente, o recorde anterior, datado de 27 de março de 1964, quando os equipamentos mediram 135,6 milímetros.
Em declarações reproduzidas pelo jornal Última Hora, do Paraguai, o diretor de Meteorologia da DMH, Eduardo Mingo, apontou que a chuva caiu em dois turnos.
“Uma parte [do dia] teve uma precipitação menor, do amanhecer até mais ou menos o meio-dia. Ali houve queda de mais ou menos 70 milímetros”, detalhou.
“Na siesta e à tarde, nos entanto, os ‘baldes’ começaram a cair, com facilmente uns 130, quase 140 milímetros na segunda metade do dia”, informou Mingo.
Como característico das chuvas deste período do ano no Paraguai, o fenômeno teve distribuição geográfica desigual.
O volume de 208 milímetros, por exemplo, corresponde à estação localizada no aeroporto que atende Assunção. Em outros pontos do perímetro urbano, como no bairro Sajonia, houve registro menor, de 150 milímetros. Ainda assim, grande para um único dia.

