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Rock em Foz do Iguaçu: bandas mantêm cena ativa com shows e autorais

Entre palcos, bares e lançamentos independentes, artistas movimentam a cena do rock na cidade Para quem acompanha o rock em Foz do Iguaçu há mais tempo, alguns nomes aparecem antes mesmo de qualquer busca. São ...

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Rock em Foz do Iguaçu: bandas mantêm cena ativa com shows e autorais
Bandas Bender, Corleone e La Faiska mantem a cena iguaçuense ativa em shows e lançamentos

Entre palcos, bares e lançamentos independentes, artistas movimentam a cena do rock na cidade

Para quem acompanha o rock em Foz do Iguaçu há mais tempo, alguns nomes aparecem antes mesmo de qualquer busca. São bandas vistas ao vivo, repetidas em diferentes locais, associadas à própria experiência de frequentar uma cena que é ampla e tem história. Algumas delas, além de covers, também apresentam lançamentos autorais, e aqui estão músicas recentes que ajudam a entender esse cenário.

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A Corleone é um dos nomes que mais têm marcado a atual geração. Com formação composta por André da Luz e Matheus Mulinari nas guitarras, Fernando de Jesus na bateria e Leo Barudi nos vocais, a banda construiu sua presença ao longo dos anos principalmente nos palcos da cidade. Há registros no YouTube de apresentações ainda em 2015, como um show no Hostel Tetris, com covers de Red Hot Chili Peppers, The Strokes e Queens of the Stone Age.

Paralelamente à circulação constante em bares e eventos, o grupo também desenvolveu um trabalho autoral consistente, ainda que menos conhecido por parte do público. No Spotify, a banda lançou, em 2017, o EP It Must Be The Wave, com seis faixas, seguido pelo single Riding the Storm (2018) e pelo EP Klexos (2019).

Esse material também ganhou desdobramentos em vídeo, com clipes como The Wave e She Speaks Chinese, além de lyric videos das faixas Hey! Hey!, Snakes and Ladders, Semper Iterum e Hangin All’ Over.

Desde então, a banda segue ativa na cidade, com apresentações em eventos de grande circulação, como a virada de ano de 2025 para 2026, na Praça da Paz, o Natal da Família, no Gramadão, e o Festival Iguassu Inova, realizado no Itaipu Parquetec. Também mantém presença frequente em espaços tradicionais da cena, como o Zeppelin Old Bar.

Outro nome do rock iguaçuense com lançamentos autorais recentes é a Mason, embora não esteja mais ativa. O trio foi formado em 2021 e aposta em uma sonoridade de hard rock inspirada em nomes como Whitesnake e Gotthard. O grupo trabalha com riffs marcantes e refrões voltados ao público do rock pesado tradicional.

A banda lançou uma sequência de músicas autorais ainda naquele ano, começando pelo single Who Cares?, publicado em agosto de 2021, seguido por faixas como Way Out, My Fault, Allexi e Never Dominate. A formação reunia Theo Policeno nos vocais, Weldner A. Marinho na guitarra e Wagner Verçosa na bateria, com letras assinadas por Nayana Teixeira Marinho e produção de Weldner.

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Depois dessa fase inicial, Theo passou a integrar a Scope, banda já consolidada, com mais de 14 anos de atuação em eventos e repertório voltado a clássicos e hits que marcaram gerações. Também sediado em Foz do Iguaçu, o grupo mantém presença constante em casamentos, festas e eventos corporativos pela região.

Já a banda Bender é um nome mais recente, que mistura stoner rock e rock alternativo. O grupo reúne Lia Vieira no vocal, Matheus Colombelli na guitarra, Felipe Bariviera no baixo e Aurélio na bateria, com letras voltadas a temas existenciais e introspectivos.

Entre os trabalhos publicados estão singles como Follow Me (2022) e Black Nights (2024), além de músicas mais recentes como Neon Lights e The Garden (2025). A banda também participa de eventos da cena independente, como o Serenum Fest, e reuniões de bandas na Casa Urbana.

Além das bandas autorais, parte importante da cena roqueira da cidade se sustenta em grupos que atuam regularmente em bares e eventos culturais, mantendo vivo o repertório de clássicos. A Magnun Rock Machine é um desses projetos.

Liderada por Magnun Fernando Peloi Pina, a banda atua como power trio e mistura influências do pop rock nacional e internacional dos anos 1980 e 1990. O projeto tem origem em 2007, com apresentações acústicas publicadas na internet, e passou por diferentes formações até consolidar o formato atual.

Ao longo dos anos, acumulou apresentações em eventos locais, festivais e shows em cidades do Paraná, Santa Catarina, Paraguai e Argentina. A banda também mantém presença constante em eventos da região. Em outubro de 2021, por exemplo, realizou uma live transmitida a partir do Dreams Motor Show, espaço conhecido na cena.

Entre as propostas mais singulares que dialogam com o rock, ainda sem gravações oficiais, está o La Faiska, coletivo musical formado em 2022 que mistura ska com influências latino-americanas. O grupo reúne músicos do Brasil, Colômbia e Chile e nasceu de encontros informais entre amigos que discutiam política, cultura e arte.

Com nove músicos em cena, a banda incorpora cúmbia, ritmos afro-latinos, samba, jazz e punk, criando uma fusão marcada por metais e percussões. À frente está Lina Sofia Mora Rios, cuja formação acadêmica e trajetória atravessam as discussões presentes nas letras, que abordam resistência, diversidade cultural e integração latino-americana.

O H2FOZ segue acompanhando e mapeando a cena do rock e da música independente em Foz do Iguaçu e na região das Três Fronteiras. Bandas, artistas e projetos podem ser indicados para futuras matérias e conteúdos nas redes sociais do portal (@h2foz).

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    Lufe Sahn

    Lufe Sahn é jornalista em Foz do Iguaçu, colabora com o H2FOZ na editoria de cultura e arte das Três Fronteiras.

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