A azeitona recheada da Argentina desembarcou nos Estados Unidos enviada por uma pequena fábrica instalada nos fundos de um comércio em Puerto Iguazú. A reportagem, de 1997, foi publicada no jornal Ponte da Amizade e integra o acervo do Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu.
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O produto é a cara e o sabor da feirinha de Puerto Iguazú, que recebe diariamente moradores fronteiriços e turistas. A primeira remessa havia sido enviada um ano antes para o estado da Califórnia. A matéria registrava uma trajetória improvável: a de um produto artesanal das Três Fronteiras que buscava conquistar o paladar do grande país do Norte.
O responsável pelo empreendimento era o comerciante Victor Fernandez. O negócio com os Estados Unidos começou em 1996, depois que um brasileiro residente na Califórnia visitou a região, experimentou o produto e aprovou o sabor. O que teve início como degustação transformou-se rapidamente em oportunidade comercial.
A empresa importadora JDRS Trade Co. adquiriu inicialmente cinco mil vidros. A receptividade no mercado foi imediata, levando à ampliação das encomendas. As azeitonas recheadas produzidas em Puerto Iguazú passaram a integrar prateleiras nos Estados Unidos como um item de exportação de pequeno porte, porém de sabor internacional.
Azeitona recheada da Argentina
Produzidas de forma artesanal, eram recheadas com ingredientes variados: anchovas, amêndoas, pimentão, alcachofra, alho, queijo provolone, palmito, cebola, passas e castanha de caju, entre outros. Conservadas em óleo de oliva, em vez de água salgada, ganhavam sabor diferenciado. Segundo a reportagem, os consumidores americanos compravam todos os sabores disponíveis.
O empresário projetava ampliar a iniciativa com a abertura de uma unidade em Foz do Iguaçu. Victor Fernandez sabia o terreno em que pisava ao afirmar que os “brasileiros adoram o produto”, referindo-se à azeitona recheada “made in Argentina”.
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Museu da Imprensa
Acervo digital de jornais, revistas e publicações impressas de Foz do Iguaçu, com acesso público e gratuito. Reúne documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai.
A coleção inicial reúne quase 20 mil páginas, cobrindo um período histórico de seis décadas, a partir de 1953. O conteúdo é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio. O projeto é uma iniciativa da Associação Guatá, com apoio da Itaipu Binacional.
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