A janela partidária termina no próximo 3 de abril e eleva mais a temperatura entre os pretendentes a disputar a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados nas eleições de 4 de outubro. Com domicílio eleitoral em Foz do Iguaçu, o H2FOZ contou até o momento 32 pré-candidatos com algumas definições sobre o cargo (deputado estadual ou deputado federal) pretendido e até uma novidade: a cidade, dependendo das articulações, pressões e conjunturas, ter um candidato, pela primeira vez, ao governo do Estado.
Vamos por quem tem mandato ou está na suplência: Fernando Giacobo (PL) já adiantou que pode se lançar candidato ao Palácio do Iguaçu para fazer palanque para Flávio Bolsonaro (PL) no Paraná. Nos últimos rumores no Centro Cívico de Curitiba, Giacobo postulava a vice de Guto Silva (PSD). Se todos esses cenários não se construírem, Giacobo vai disputar a reeleição ao sétimo mandato na Câmara dos deputados.
Com mandato ou suplente, tem-se: Vermelho (PP), Matheus Vermelho (PP), Ricardo Nascimento (PSD) – vice-prefeito e às turras com o gabinete do prefeito Silva e Luna (PL) – e o suplente Luciano Alves – deve trocar o PSD pelo Republicanos. Dos vereadores, Anice Gazzaoui (PP), Cabo Cassol (PL), Ranieri Marchioro (Republicanos), Valentina (PT) – pré-candidata à deputada estadual, Soldado Fruet (PL), Sidnei Prestes – deve trocar o Mobiliza pelo PSDB – e Adnan El Sayed (PSD).
Ainda sobre o vice-prefeito Ricardinho será difícil sua pré-candidatura a deputado estadual conseguir apoio do prefeito Silva e Luna, que tem compromisso já firmado com as reeleições de Hussein Bakri (PSD), líder do Governo na Assembleia Legislativa – e de Batatinha (MDB), deputado estadual com base eleitoral em Cascavel. Silva e Luna também já adiantou que vai apoiar os candidatos (senador, governador e deputado federal) indicados pelo governador Ratinho Júnior (PSD).
Mais candidatos
Entre os pré-candidatos estão ainda os ex-prefeitos Chico Brasileiro (PSD) e Paulo Mac Donald Ghisi (PP). O advogado Airton José vai disputar a Câmara dos Deputados pelo MDB. A psicóloga Mazé Saad (PCdoB) deve concorrer a uma das 54 cadeiras da Assembleia Legislativa. A ex-vereadora Nanci Rafain (UB), o empresário Deoclécio Duarte (PL), Delegado Fernando Bordignon (UB), Darlon Dutra (Missão) e Maurício Streit (PDT).
Também estão na lista: Luis Henrique (PT), Kalito Stockel (PDT), Giovani Fagundes (PDT), Paulinho do Asfalto (PDT), Maurício Streit (PDT), Fernando Duso (PV), Carol Dedonatti (PP), Thiago Kodama (Mobiliza), João Morales (Republicanos), Rogério Quadros (PSD), Gilmar Piolla (sem partido) e Noeli Protetora (UB). “Estamos conversando para decidir, até 4 de abril e tirar desses quatro, dois nomes e levar para a executiva estadual”, disse o ex-vereador Kalito Stockel, da direção municipal do PDT em Foz do Iguaçu.
O vereador Sidnei Prestes já obteve a carta de autorização do Mobiliza e vai se filiar ao PSDB para disputar a Assembleia Legislativa. O deputado federal Beto Richa, presidente estadual dos tucanos, é esperado para o ato de filiação de Prestes, que também desponta como pré-candidato a prefeito em 2028. A bancada do PSDB deve crescer com a volta do ex-vereador Maninho que entrou com ação na justiça eleitoral. Mas esta é uma outra história que o H2FOZ conta depois.
Paraquedistas
De toda forma, esta lista de 32 nomes deve minguar já que tem pré-candidato que não vai conseguir se viabilizar no partido ou mesmo no troca-troca partidário e pior, uma campanha deve custar algumas cifras (de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões pelo menos) e não há fundo eleitoral que vá suprir tamanha demanda. O mais provável é que quem manda no fundo – os deputados federais – vão priorizar as candidaturas dobradas para a Assembleia Legislativa.
Como toda eleição proporcional, surgiu novamente um movimento (Acorda Foz) que promete expor os vereadores que vão apoiar as candidaturas (deputado estadual ou deputado federal) de outras cidades. Esta cobrança, no passar dos anos, se tornou pífia e sem resultado prático. O certo mesmo é que Foz tem baixa representatividade na Assembleia Legislativa (já teve três numa mesma legislatura: Dobrandino da Silva, Chico Noroeste e Reni Pereira).
Desta forma, uma ponta do Movimento Acorda Foz está levantando o quanto de recursos Foz do Iguaçu recebeu das emendas parlamentares de Giacobo, Vermelho e Luciano Alves. Numa conta de padeiro, cada deputado pode indicar até R$ 70 milhões por ano em emendas individuais impositivas, emendas de bancada e nas emendas de relator, o que pode somar R$ 840 milhões em quatro anos. Esse volume pode ser menor porque Luciano Alves é suplente e não teve autonomia na indicação das suas emendas.



Da câmara não devia sair ninguém, eles tiraram 0 esses dias. Um bando de quinta série.
Teve uns neguinhas aí que apresentou diplomas falso, quinta série mesmo.