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Entre o que cobramos e o que fazemos: o retrato bem-humorado das nossas incoerências

Fala uma coisa e faz outra. Já se pegou fazendo isso? Confira o novo episódio do Quem foi que disse.

2 min de leitura
Entre o que cobramos e o que fazemos: o retrato bem-humorado das nossas incoerências
Saiu novo Quem Foi Que Disse. Foto: Divulgação

Uma cena comum, quase automática: a mãe pede para a filha sair do celular, reclama do tempo excessivo na tela, cobra presença. Minutos depois, os papéis se invertem — a filha tenta puxar conversa, mas encontra uma mãe impaciente, também mergulhada no próprio celular. Em outro momento, a bronca é sobre palavrões. A filha não deve falar assim. Corte de cena: no trânsito, diante de uma fechada, é a mãe quem solta um palavrão sem pensar duas vezes.

O que poderia ser apenas mais um vídeo engraçado revela algo muito mais profundo: a incoerência que atravessa o cotidiano de todos nós.

A proposta deste episódio do Quem Foi Que Disse é justamente olhar para essas contradições com leveza e sem julgamento. Porque, na prática, ninguém está completamente alinhado o tempo todo. Vivemos em um constante jogo entre o que pensamos, o que sentimos e o que fazemos — e nem sempre essas partes caminham juntas.

Mas aqui está o ponto central: reconhecer incoerências não precisa vir acompanhado de culpa ou punição. Culpa não educa, não transforma, não gera movimento real. Pelo contrário, muitas vezes paralisa. O convite do quadro é outro: mais lucidez.

Lucidez para perceber em que estamos desalinhados.

Lucidez para ajustar a rota sem rigidez.

Lucidez para entender que coerência não é perfeição — é movimento.

Ser coerente não significa nunca errar ou nunca se contradizer. Significa, na verdade, estar disposto a observar-se, a responsabilizar-se e a, aos poucos, alinhar discurso e prática. É um processo. Um exercício contínuo.

E existe um sinal importante de que esse movimento está acontecendo: quando o nosso olhar começa a sair do outro e volta para nós mesmos. Quando a cobrança diminui para fora, dando espaço à autoconsciência. Esse deslocamento já é, por si só, um indicativo de mais coerência.

No fim das contas, talvez a pergunta não seja “por que sou incoerente?”, mas sim “o que eu faço com isso quando percebo?”

Este conteúdo fez sentido para você? Em algum momento você se reconheceu nessas cenas?

O episódio completo está disponível aqui na página. Vale assistir — não só pelo humor, e sim pela reflexão que ele provoca.

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    Isabela Collares

    Isabela Collares é jornalista em Foz do Iguaçu e apresentadora do quadro "Quem foi que te disse?".

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