No trânsito, nas redes sociais, nas filas ou dentro de casa: a violência verbal acabou sendo normalizada no cotidiano. Xingamentos impulsivos, respostas atravessadas e pequenas agressões passaram a fazer parte da rotina de muitas pessoas como se fossem algo inofensivo. Mas nem sempre são. Dependendo da forma como uma palavra é dita, ela pode atravessar o dia — e até a vida — de alguém.
Assista ao novo episódio:
No episódio desta semana do Quem foi que disse?, algumas situações comuns do dia a dia mostram justamente esse impulso automático do “olho por olho, dente por dente”. Pessoas que recebem uma agressão verbal e imediatamente se preparam para devolver na mesma intensidade. O que muda a cena é justamente a interrupção desse impulso: no momento em que o xingamento parece vir, surge uma pausa, uma reflexão e uma nova possibilidade de resposta.
A proposta não é reprimir emoções ou fingir que a raiva não existe. A ideia é provocar uma reflexão sobre responsabilidade emocional e consciência nas relações humanas. Nem sempre temos controle do que acontece conosco, mas temos escolhas acerca da forma como reagimos e do impacto que nossas palavras podem causar.
Em um tempo marcado pela reatividade, desacelerar antes de responder talvez seja também uma forma de cuidado coletivo. A violência impacta. Contudo, a consciência, a empatia e uma comunicação mais lúcida também têm o poder de transformar ambientes, relações e até o rumo de um dia inteiro.
O Quem foi que disse? é uma realização do portal H2FOZ em parceria com o Instituto Polo Iguassu.


