Pfizer: vacina contra covid-19 protege crianças de 5 a 11 anos, aponta estudo

Pfizer e BioNTech afirmam que a vacina contra a covid-19 produzida pelas farmacêuticas promove resposta imune em crianças - Foto: Agência Brasil/Reuters

Laboratórios agora pretendem requerer autorização para que o imunizante seja aplicado.

Os laboratórios Pfizer e BioNTech divulgaram resultado de estudo em que afirmam que a vacina contra a covid-19 produzida pelas farmacêuticas promove resposta imune em crianças de 5 a 11 anos. A análise foi feita por meio de ensaio clínico de fases 2 e 3.

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Os resultados foram equivalentes ao registrados em diagnósticos anteriores em pessoas de 16 a 25 anos, informou a Agência Brasil (ABr). “O perfil de segurança também foi, em geral, comparável ao da faixa etária mais elevada”, noticiou o órgão público de notícias, a partir de informações da Pfizer e BioNTech.

Com os resultados dos estudos, os dois laboratórios agora pretendem requerer autorização para que o imunizante seja aplicado em crianças entre 5 e 11 anos. Os pedidos para a imunização deverão ser feitos pelos Estados Unidos e países europeus, entre outros.

“Os resultados desse teste fornecem uma fundação sólida para buscar autorização de nossa vacina para crianças entre 5 e 11 anos”, frisam as farmacêuticas. Segundo estudos, de julho para cá, casos pediátricos de covid-19 aumentaram em cerca de 240% nos Estados Unidos, sugerindo a proteção farmacológica contra a covid-19 em crianças.

Cenário

No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) orienta e preconiza a vacinação contra a covid-19 apenas para pessoas maiores de 18 anos. Entretanto, contrariando essa determinação, estados e municípios já aplicam o medicamento entre pessoas de 12 a 17 anos com ou sem comorbidades.

Na semana passada, o MS revisou a recomendação de vacinação de adolescentes contra a covid-19, passando a recomendar a vacinação apenas para os adolescentes entre 12 e 17 anos que tenham deficiência permanente, comorbidades ou privados de liberdade.

Conforme a Confederação Nacional de Municípios (CNM), 44,4% das cidades consultadas pela entidade em sua pesquisa semanal estavam imunizando adolescentes entre 12 e 17 anos sem comorbidades. A CNM apega-se a uma nota técnica sobre o tema.

A confederação reforça que a Nota Técnica 36/2021 da Secovid, de 2 de setembro, recomendou a “ampliação da oferta da vacinação contra a Covid-19 para a população de 12 a 17 anos sem comorbidades, com início a partir de 15 de setembro de 2021”, afirmou a entidade que representa os municípios brasileiros.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Pfizer solicitou e obteve a inclusão em bula da indicação da vacina para adolescentes com 12 anos ou mais no Brasil. “Esse pedido já foi autorizado pela Agência, e a indicação para esta faixa etária foi incluída na bula da vacina Comirnaty”, informou a agência.

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Paulo Bogler - H2FOZ

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