Nesta época do ano, é comum que muitas pessoas se debrucem sobre aquilo que desejam para o futuro. Listas são escritas, metas são traçadas e planejamentos ganham forma com os olhos voltados para o próximo ciclo — no caso, 2026. Esse movimento é saudável, necessário, e faz parte do processo de crescimento pessoal e coletivo.
Mas antes de avançar, há um passo fundamental que não pode ser deixado de lado: olhar para trás e observar como foi o ano de 2025, reconhecer os caminhos percorridos, os aprendizados acumulados e, sobretudo, os motivos pelos quais podemos ser gratos.
Mais do que isso, a reflexão proposta passa também por um questionamento importante: nossos planejamentos seguem sendo apenas individuais ou já contemplam o coletivo? Em um mundo cada vez mais interconectado, pensar no futuro sem considerar o impacto das nossas escolhas sobre o outro pode ser uma oportunidade perdida.
É a partir dessa provocação que surge a reflexão sobre o lugar onde estamos — o aqui e agora. O local de onde você lê esta matéria. Viver na região trinacional não é apenas uma condição geográfica, e sim uma experiência cotidiana que oferece, para quem se permite, um intenso intercâmbio cultural. São diferentes línguas, sotaques, costumes e etnias convivendo lado a lado, criando possibilidades reais de crescimento pessoal, social e profissional.
Residir nesse território é ter, diariamente, a chance de ampliar o olhar, exercitar a empatia e compreender que integração não é somente um conceito, mas uma prática construída nas relações.
Nesta reportagem especial de fim de ano, esta jornalista que vos escreve teve a oportunidade de estar ao lado de duas vozes que representam os países vizinhos e reforçam a importância dessa vivência compartilhada.
A paraguaia Luísa Dávalos destaca a expectativa para os próximos anos: “Para 2026 e para todos os anos à frente, sonhamos com uma região trinacional mais próspera e cada vez mais integrada.”
Já a argentina Lila Voeffrey ressalta o papel concreto da região como espaço de integração: “A região trinacional é um espaço de integração real. Meu desejo é que esse processo seja cada vez mais produtivo e que gere ganhos econômicos e sociais para todos.”
Mais do que celebrar o encerramento de um ciclo, a proposta é ampliar o sentido da gratidão, reconhecer que viver em uma região trinacional é uma oportunidade singular — que exige abertura, diálogo e responsabilidade.
Da esquerda para a direita, a paraguaia Luísa Davalos, eu (Isabela) e a pesquisadora argentina Lila Voeffrey durante passeio de catamarã, representando a confluência das águas que banham Argentina, Paraguai e Brasil.
E você?
Já refletiu sobre o lugar onde mora e sobre como essa experiência pode fazer parte do seu planejamento para o próximo ano? O que a convivência na região trinacional tem lhe ensinado — e de que forma você pode contribuir, a partir de agora, para essa partilha?
Que 2026 chegue acompanhado não apenas de metas, mas de aprendizados, integração e gratidão compartilhada!


