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Com mandados em Foz do Iguaçu, operação em várias cidades, nesta quinta-feira, 12, mira o comércio ilegal de remédio para emagrecer. É a segunda fase da ação Off Label, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), unidade do Ministério Público do Paraná.
A incursão abrangeu as localidades paranaenses de Foz do Iguaçu, Cascavel e Londrina, além do Rio de Janeiro (RJ). A operação é coordenada pelo GAECO londrinense, de atuação da parte Norte Central do estado, contando com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
Em Foz do Iguaçu, foram cumpridas ordens de prisão contra um suspeito e de busca e apreensão em endereço residencial.
Operação Off Label
O GAECO em Londrina informou que, entre os investigados, estão dois policiais civis. Um deles, afastado das funções e preso na primeira fase da operação; outro é aposentado, preso em Cascavel nesta quinta-feira. As buscas objetivaram apreender medicamentos estrangeiros, drogas, dinheiro, dispositivos eletrônicos e documentos para ajudar na apuração.
A investigação foi empreendida no início do ano, quando cem ampolas do remédio Tirzepatida foram encontradas dentro de um ônibus intermunicipal, em 27 de janeiro. Esse medicamento é proibido no Brasil por resoluções da agência sanitária federal.
“Conforme apurado, no dia seguinte à localização do material, o policial afastado investigado teria usado sua arma de fogo e distintivo falso para coagir funcionários da empresa de transporte”, reporta MP-PR. Como pretexto, teria dito que faria uma diligência oficial.
O policial “teria subtraído o material ilícito que havia sido retido pela empresa, avaliado em aproximadamente R$ 70 mil em valor de mercado”, complementa a promotoria.
Remédio para emagrecer
Na primeira fase da operação, em fevereiro, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, e duas pessoas foram presas, entre elas o policial civil de Londrina. Sua detenção e afastamento das funções decorrem da imputação dos “crimes de roubo majorado por concurso de pessoas e uso de arma de fogo e distribuição e venda ilegal de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais”, frisa o Ministério Público do Paraná.
(Informações do Ministério Público do Paraná)
Ouça o áudio do delegado Ricardo Jorge Rocha Pereira Filho, que atua no caso.


