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KA’ A GUY, floresta em tupi-guarani, é livro que valoriza a tradição oral

Obra da artista plástica e escritora Amélia de Fátima Bueno de Lara é incentivo à preservação e valorização das tradições indígenas.

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KA’ A GUY, floresta em tupi-guarani, é livro que valoriza a tradição oral
Livro "A floresta" convida o leitor a vivenciar o cotidiano da Aldeia Índigena Rio Silveira, em São Sebastião, divisa com Bertioga, SP.
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Aida Franco de Lima – OPINIÃO

Amélia de Fátima Bueno de Lara é uma artista plástica e escritora ponta-grossense que há sete anos migrou para o litoral de São Paulo. E os traços típicos da paisagem dos Campos Gerais, como as araucárias e a Comunidade Quilombola Sutil — remanescente do século 19, mesclam-se hoje com a cultura indígena e caiçara local, do litoral de São Sebastião, divisa com Bertioga.

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Amélia convive com pescadores, ambientalistas e a comunidade local e sempre escutava falar do trabalho do pajé Serginho (Karai Tataendy), com o plantio de espécies nativas com as crianças da Aldeia Indígena Rio Silveira, em São Sebastião, litoral de SP.

Interessada em conhecer o trabalho, na sua segunda visita ao local, notou que havia uma criança indígena ouvindo atentamente o que o pajé ensinava. O silêncio dessa criança, assim como a vida do pajé Serginho, foram sua inspiração. Naquele dia, Amélia plantou duas árvores na aldeia.

Ao voltar para casa com lembranças boas, teve a ideia de escrever um livro que semeasse a mensagem de preservação e união dos povos, voltada para os cuidados do planeta, a fim de transmitir o conhecimento tupi-guarani de gerações, sendo passado de pais para filhos com atenção à natureza.

Nascia a proposta do livro denominado Floresta ouKA’ A GUY, em tupi-guarani. Uma obra que narra cenas cotidianas sobre o plantio das árvores, o cuidado com a terra, com tradução para o tupi-guarani. E também um modo de valorizar a tradição oral.

  • “A obra Floresta foi traduzida para o tupi-guarani para que a linguagem não seja uma barreira entre nós, mas para que nos reconheçamos como povo sem união pelo mesmo objetivo: deixar uma herança para a geração futura” (contracapa de Floresta).

A tradução do livro foi realizada pelo pajé Serginho e por Kellikis (Jera Poty), sua filha. A capa tem ilustração de Michael Vieira, inspirado na foto que Amélia FB Lara fez durante suas visitas, da pequena Jaciane (Jaxuka Mimbi), filha de Bruno (Tupã) e Kellikis (Jera Poty), no cultivo da terra.

O prefácio é de Aida Franco de Lima e destaca que o livro “convida a criança e o adulto para o cultivo da semente da imaginação. (…)Mãos unidas são o caminho mais certeiro para ajudar a manter o nosso planeta verde e habitável, e é isso que Floresta ensina a cada página”.

O livro já está disponível para venda por meio digital e em breve será lançado em meio físico pela Editora Casa Kids.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do H2FOZ.

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    Aida Franco de Lima

    Aida Franco de Lima é jornalista, professora e escritora. Dra. em Comunicação e Semiótica, especialista em Meio Ambiente.

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