Em vigor desde o final de fevereiro, a Taxa Turística Municipal cobrada pela prefeitura de Wanda, cidade a 50 quilômetros da fronteira, agora é alvo de questionamento na Justiça da Argentina.
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De acordo com o tarifário, o tributo custa P$ 5 mil para carros de passeio (cerca de R$ 18) e até P$ 100 mil (aproximadamente R$ 360) para ônibus de turismo.
A cobrança ocorre em uma espécie de “pedágio” instalado na estrada de acesso às minas de pedras preciosas, principal atrativo da cidade argentina.
Em declarações à Radio UP, Patricia Busch, proprietária de uma das minas, informou que já há uma ação em tramitação na Justiça.
“Vamos chegar à Corte Suprema, se necessário”, disse Busch, referindo-se à instância máxima do Judiciário da Argentina. “Taxa é serviço. Se não há um serviço direto prestado ao turista que está pagando, vira um imposto encoberto.”
Por outro lado, a prefeitura de Wanda argumenta que o dinheiro arrecadado com a taxa será destinado a melhorias na infraestrutura turística da cidade.
Patricia Busch, contudo, apontou que a aplicação da taxa, com ampla repercussão na imprensa argentina, está fazendo com que turistas deixem de visitar Wanda. “As agências já estão nos dizendo que vão nos tirar do roteiro”, lamentou.
As Minas de Wanda estão entre os atrativos mais conhecidos do Norte da província de Misiones, atrás apenas das atrações de Puerto Iguazú.

