Ganhou destaque nacional na imprensa da Argentina, nessa quarta-feira (4), a denúncia de falhas graves na emissão de bilhetes gratuitos para visitar o Parque Nacional Iguazú, lado argentino das Cataratas do Iguaçu.
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Uma auditoria realizada pela concessionária Iguazú Argentina apontou fragilidades no sistema utilizado pela Administração de Parques Nacionais (APN) para a venda de ingressos na internet.
De acordo com a denúncia, a plataforma gerenciada pela APN não fazia a verificação dos dados informados pelos compradores. Assim, informações cruciais, como número do documento, idade e local de residência, podiam ser facilmente manipuladas.
A auditoria da Iguazú Argentina indicou a existência de esquemas de emissão de bilhetes gratuitos mesmo para quem não tinha direito à isenção.
Turistas de outras procedências, por exemplo, podiam emitir ingressos como aposentados ou moradores de Puerto Iguazú, que têm entrada gratuita na unidade de conservação.
Na hora do acesso ao parque, principalmente em grandes grupos, havia falhas na conferência dos dados, gerando perdas à arrecadação na Argentina.
Em publicação sobre o assunto, o portal La Voz de Cataratas, de Puerto Iguazú, detalhou que a administração do Parque Nacional Iguazú está formalizando um pedido de investigação.
Em apenas três meses, o prejuízo em entradas sonegadas ou desviadas teria chegado a P$ 400 milhões (cerca de R$ 1,6 milhão). “A operação envolveria guias de turismo, funcionários de agências e de um hotel de luxo”, escreveu a jornalista Kelly Ferreira.
Ingressos para as Cataratas na Argentina
Por tempo indeterminado, enquanto durarem as investigações, a emissão dos bilhetes de cortesia na Argentina acontecerá apenas de forma presencial.
Desde essa quarta-feira (4), aposentados argentinos, pessoas com deficiência, veteranos da Guerra das Malvinas, crianças menores de 6 anos e moradores de Puerto Iguazú precisam emitir seus ingressos presencialmente na entrada do parque.
A venda on-line continua habilitada para os públicos pagantes. Visitantes brasileiros entram na categoria “turistas estrangeiros” (não há mais desconto para moradores do Mercosul).

