Imagine chegar à cidade argentina de Wanda e encontrar, na estrada de acesso ao principal atrativo local, um “pedágio” montado pela prefeitura para a cobrança da Taxa Ecoturística Municipal.
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Esse é o cenário enfrentado, desde a semana passada, pelos visitantes que procuram o pequeno município, localizado a 50 quilômetros da fronteira com Foz do Iguaçu.
Com o intuito de arrecadar recursos, a prefeitura local instituiu uma taxa para os visitantes da própria Argentina e do exterior. A cobrança acontece em uma barreira instalada metros antes do acesso às Minas de Wanda, conhecidas pela extração de pedras preciosas.
Principal afetada pela tarifa, a Compañía Minera Wanda, que promove visitas turísticas às minas, considera a taxa arbitrária e contrária às leis argentinas.
A recusa da empresa em embutir a cobrança no ingresso, inclusive, levou a prefeita Romina Faccio a determinar a instalação do “pedágio” no caminho até o atrativo.
Trabalhadores, comerciantes e informais que dependem da movimentação turística na Argentina estão mobilizados, desde o primeiro dia da cobrança, contra a continuidade da tarifa.
Os manifestantes estenderam faixas questionando a medida e mantêm presença no local para dialogar com os visitantes e explicar a posição contrária.
Nas redes sociais, viralizaram vídeos de moradores confrontando os fiscais responsáveis pela arrecadação da taxa na Argentina. A prefeitura de Wanda, contudo, afirmou que não pretende recuar da cobrança, criada para investimentos em infraestrutura.
Encerramento das visitas turísticas
Em paralelo, a Compañía Minera Wanda indicou que, diante da queda na procura, não descarta a possibilidade de encerrar as visitas turísticas.
A taxa custa a partir de P$ 1 mil (cerca de R$ 4 em moeda argentina), conforme o tipo de veículo. Para as motos, por exemplo, a cobrança está em P$ 2 mil. Para carros de passeio, sobe para P$ 5 mil, enquanto os ônibus pagam até P$ 100 mil.

