No que depender do prefeito de Puerto Iguazú, Claudio Filippa, serviços de aplicativos de transporte, como o Uber, não terão trégua na cidade argentina da fronteira.
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Em novembro de 2025, conforme noticiado pelo H2FOZ, uma decisão judicial de primeira instância deu ganho de causa a um motorista que questionou as restrições às plataformas.
De acordo com Filippa, a sentença trata de um caso específico, e a prefeitura de Puerto Iguazú está recorrendo. Enquanto isso, o município continuará exercendo poder de fiscalização de trânsito, aplicando multas e apreendendo veículos.
No último dia 2 de fevereiro, o prefeito participou da sessão de abertura dos trabalhos legislativos do Conselho Deliberante, órgão equivalente à Câmara Municipal.
“Nós nunca negamos a oportunidade de trabalho ao morador, mas também entendemos que não podemos permitir o que não está na lei”, afirmou.
Já Carlos Ríos, presidente do Conselho Deliberante, disse que os vereadores de Puerto Iguazú pretendem analisar, nas próximas semanas, um texto municipal sobre o tema.
“Creio que nenhum aplicativo deveria passar por cima de nenhum decreto municipal ou avassalar qualquer taxista ou motorista”, argumentou Ríos, citado pelo jornal El Territorio.
Eleito em 2025, o advogado Fabián De Sa, que patrocinou a ação vencida pelo motorista contra o município de Puerto Iguazú, agora integra o Conselho Deliberante. De Sa defende a liberação das plataformas, com base na melhoria da mobilidade urbana.
Em Puerto Iguazú, os setores de táxi e transporte turístico possuem grande representatividade política, influenciando nas decisões adotadas pelo poder público local.
Nas redes sociais, moradores questionam as restrições ao Uber e às demais plataformas, porém apontam também questões relacionadas à baixa remuneração dos motoristas.
Para ler matéria do jornal El Territorio (em espanhol), compilando posições sobre o assunto, clique aqui.

