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Rodovias do Paraná registram média de 1,7 morte por dia em 2026

Alep faz solenidade para marcar a abertura da campanha Maio Amarelo e reforça ações para reduzir óbitos no trânsito

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Rodovias do Paraná registram média de 1,7 morte por dia em 2026
Lançamento ocorreu no início da tarde desta segunda-feira (4), no Plenário da Casa. Foto: Valdir Amaral/Alep

Uma solenidade para marcar a abertura oficial da campanha Maio Amarelo 2026 no Paraná foi realizada, nesta segunda-feira, 4, pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Criada a partir da lei estadual 18.624/2015, do deputado Hussein Bakri (PSD), a iniciativa promove ações de conscientização para reduzir sinistros nas rodovias e estradas.

Somente neste ano, nas rodovias federais do estado, 191 pessoas perderam a vida. O número representa uma média de 1,7 morte por dia e mostra a manutenção da tendência do ano anterior, quando 593 óbitos foram registrados em todo o período. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

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Para Sérgio Carvalho, superintendente-executivo da Polícia Rodoviária Federal no Paraná (PRF-PR), a situação é preocupante. “É um número alarmante, por isso que nossa intenção é trazer a sociedade civil para debater. O trânsito depende de todo mundo.” Ele destacou medidas adotadas pela corporação para reduzir os casos, como o aumento da iluminação das rodovias.

Neste ano, a campanha tem como tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, reforçando a importância da atenção durante a condução e tendo como foco a segurança do motociclista, a principal vítima dos acidentes.

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De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), a campanha alerta para os riscos da pressa, da desatenção e da falta de cuidados, denunciando comportamentos modernos que ameaçam o trânsito seguro, como o uso de celular. As peças chamam atenção dos condutores para grupos que correm mais risco nas estradas, como idosos, crianças e motociclistas.

Motociclistas são vítimas frequentes

Os motociclistas são os condutores mais afetados pelos acidentes, representando 40% do total das mortes no trânsito no Brasil, pontua o ONSV. As peças publicitárias mostram motociclistas junto a seus filhos, realizando entregas, reforçando a sensibilização para a segurança desse público.

A diretora-presidente do Detran/PR, Viviane da Paz, ilustrou como salvar a vida dos motociclistas nas estradas requer olhar mais empático e atento ao outro, como propõe o lema da campanha. “Exigimos do motociclista que ele tenha cuidado no trânsito, ande com prudência, mas quando estamos em casa queremos que ele chegue rápido”, ressalvou. “Será que aquele um minuto a mais [de espera] não vai mudar a vida de uma pessoa?”

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No cenário estadual, entre 2010 e 2024, a frota de motocicletas teve aumento de 59,5%, de acordo com o Detran/PR. A ampliação esteve acompanhada do uso maior do veículo como meio de transporte e trabalho.

Nesse mesmo intervalo, o número de mortes por lesões de trânsito envolvendo ocupantes de motocicletas cresceu 14,6%, de acordo com a Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa). Foram cerca de 825 óbitos em 2025. É o modal que mais atinge pessoas entre 15 e 39 anos.

O Paraná também registrou aumento de 41,7% nas mortes de motociclistas homens e de 72,1% de motociclistas mulheres entre 2006 e 2023, segundo o Plano Estadual de Segurança no Trânsito do Paraná (Petrans/PR).

Os óbitos de condutores motociclistas representaram, em 2023, 30,8% do total de mortes por lesões de trânsito no Paraná. Foram gastos R$ 10.816.296,65, no mesmo ano, com internamentos de moradores do Paraná por lesões de trânsito, sendo que os motociclistas representaram 60,1% das hospitalizações.

(Com informações da assessoria de comunicação da Alep)

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    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Ciências Políticas e Relações Internacionais. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

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