Moradores de todas as partes da Argentina recordaram, nessa terça-feira (24), os 50 anos do golpe de estado de 24 de março de 1976. A ruptura instalou uma ditadura militar que durou sete anos e deixou, conforme os registros, saldo de milhares de mortos e desaparecidos.
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Em Puerto Iguazú, o ato recordatório à data ocorreu na Plaza San Martín, na área central da cidade. Ativistas e lideranças comunitárias enfatizaram a necessidade de defesa da democracia, bem como depositaram uma coroa de flores em alusão aos mortos na ditadura.
Todos os anos, os argentinos celebram, no dia 24 de março, o feriado do Dia Nacional pela Memória, Verdade e Justiça. A data tem como objetivo recordar os crimes cometidos no período, ademais de prevenir o surgimento de novos golpes de estado.
Na imprensa, veículos de comunicação como o portal La Voz de Cataratas publicaram matérias indicando que Puerto Iguazú também teve perseguições e torturas.
Um dos casos mais emblemáticos na cidade argentina ocorreu em 21 de fevereiro de 1978. Na ocasião, agentes da repressão invadiram a Hostería Hoppe, pequena hospedagem localizada no interior do Parque Nacional Iguazú.
A ação tinha como alvo o engenheiro Manuel “Manolo” Corral, capturado pelas forças da ditadura sob acusação de “subversão”. O paradeiro de Corral permanece desconhecido até os dias de hoje.
Já o proprietário da hospedagem, Juan Hoppe, sofreu perseguição por parte das autoridades argentinas, as quais determinaram a demolição do local, que também servia como residência para a família.
Desde 2022, a antiga Hostería Hoppe está sinalizada como um dos cenários de crimes praticados pela ditadura argentina, com a instalação de uma placa recordatória.

