Os governos da Argentina e dos Estados Unidos firmaram, na última quinta-feira (5), o Acordo de Comércio e Investimentos Recíprocos.
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O documento, cuja base já tinha sindo anunciada em novembro de 2025, prevê a eliminação de barreiras tarifárias e não tarifárias no comércio bilateral.
O tratado possibilita, por exemplo, a derrubada de tarifas recíprocas para 1.675 produtos de diversos setores. Além disso, os Estados Unidos ampliarão a participação argentina na cota preferencial para o envio de carne bovina ao mercado da América do Norte.
O acordo estabelece, ademais, a modernização dos procedimentos aduaneiros e a promoção de investimentos em áreas como energia, minerais críticos, infraestrutura e tecnologia.
“Este instrumento não se limita ao comércio de bens, pois incorpora previsões para o comércio digital e estabelece um marco seguro e favorável para as atividades de startups, fintechs e empresas tecnológicas”, afirmou o governo da Argentina em nota oficial.
Diante das dúvidas geradas pelo tema, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, disse que o acordo não viola as regras do Mercosul.
“Tudo o que estamos fazendo em relação aos acordos bilaterais, obviamente, está permitido dentro do acordo com os países participantes do Mercosul”, argumentou.
Quirno defendeu, no entanto, maior flexibilização nas regras do bloco. “As negociações com a União Europeia levaram mais de 25 anos, enquanto nosso acordo bilateral com os Estados Unidos levou um pouquinho mais de um ano”, comparou.
“Não temos tempo a perder. Precisamos consolidar este crescimento da Argentina para o futuro e não podemos perder um minuto”, destacou.
Firmado em 1991, o Tratado de Assunção, que deu origem ao Mercosul, prevê negociações conjuntas entre todos os sócios do bloco em áreas como o livre comércio.

