O Juizado de Faltas da cidade argentina de Puerto Iguazú divulgou, nesta semana, o balanço de infrações de trânsito registradas ao longo do ano de 2025.
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De acordo com o portal La Voz de Cataratas, o órgão analisou 2.154 registros de irregularidades cometidas no trânsito do município fronteiriço.
A maioria absoluta está vinculada a automóveis, motos, ônibus e caminhões emplacados na própria Argentina. Do total informado, por exemplo, apenas 136 (6,3%) dizem respeito a veículos com placas brasileiras.
Das 136 ocorrências na Argentina, 70% estão relacionadas à falta do seguro Carta Verde, que cobre danos provocados a terceiros em situações de acidentes. Steve Sieza, magistrado responsável pelo Juizado de Faltas, destacou a relevância da estatística.
“Sete em cada dez das atas lavradas a motoristas brasileiros são por falta de Carta Verde, infração 8A. Depois, aparece a falta de seguro [outros tipos de seguros]. Em terceiro lugar, as atas por transporte de passageiros sem a habilitação correspondente”, informou.
Os casos de transporte irregular de passageiros na Argentina têm a ver, em sua maioria, com serviços “por fora” oferecidos por motoristas de aplicativos.
Atualmente, Puerto Iguazú aplica legislação municipal com severas restrições contra plataformas como a Uber. Claudio Filippa, prefeito da cidade argentina, já declarou, em inúmeras oportunidades, postura favorável aos taxistas que questionam os aplicativos.
Além disso, Puerto Iguazú chegou a anunciar, no início de 2025, o fim de um convênio bilateral sobre o transporte turístico na fronteira. Após mediação das autoridades de Foz do Iguaçu, porém, houve acordo para a continuidade das regras gerais de convivência.

