A Agência Nacional de Portos e Navegação da Argentina programou, para esta sexta-feira (27), a abertura dos envelopes com as propostas das empresas interessadas na manutenção do trecho argentino da hidrovia dos rios Paraná e Paraguai.
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De acordo com a agência, o processo envolve serviços como dragagem dos canais utilizados pelos barcos e balizamento (sinalização). A parte exclusivamente argentina da hidrovia engloba da foz do Rio Paraguai até a região próxima à capital Buenos Aires.
Atualmente, a hidrovia tem como principal usuário internacional o Paraguai, que exporta e importa mercadorias diversas pelo trajeto fluvial. A maior parte da produção paraguaia de grãos, por exemplo, navega pela Argentina antes de chegar ao mercado externo.
A respeito, o titular do Centro de Armadores Fluviais e Marítimos do Paraguai (Cafym), Bernd Günther, indicou que o país tem grande interesse na concessão. Günther considera o modelo apropriado para garantir o fluxo contínuo na hidrovia.
“Queremos previsibilidade, saber quem fará, quanto custará e como poderemos navegar, tendo a tranquilidade de que as coisas não mudem a cada ano”, realçou o dirigente, citado pelo jornal La Nación.
Günther disse crer que, além da Argentina, Paraguai e Brasil deveriam adotar o modelo de concessão. “Isso vai trazer previsibilidade aos trabalhos de dragagem, manutenção e balizamento de todos os trechos”, opinou.
O Rio Paraguai está passando, neste momento, por um período de estiagem, que dificulta a navegação. Por esse motivo, muitos dos exportadores paraguaios estão optando pelo transporte rodoviário em direção a Paranaguá, que tem custo maior que o da hidrovia.

