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Suínos e derivados

Contrabando de carne suína brasileira é preocupação na Argentina

De acordo com a indústria argentina, fenômeno está ligado a fatores internos e externos; província fronteiriça de Misiones é a mais afetada.

2 min de leitura
Contrabando de carne suína brasileira é preocupação na Argentina
Em função do alto custo da carne bovina, famílias da Argentina estão fazendo a troca por carne suína e de frango. Foto: Marcos Labanca/H2FOZ

Com a perda de poder aquisitivo acumulada nos últimos anos, as famílias da Argentina estão recorrendo a proteínas alternativas. Ao mesmo tempo em que o tradicional consumo de carne bovina despenca, opções como porco e aves ganham força.

Na província fronteiriça de Misiones, contudo, parte da carne consumida localmente está entrando de forma irregular na Argentina.

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Em entrevista ao portal Misiones Online, o presidente da Cooperativa Frigorífica de Leandro N. Alem (Cofra), Ricardo Saraceni, manifestou preocupação. Segundo Saraceni, o contrabando de carne suína do Brasil para a Argentina está em franca ascensão.

“No começo do ano, me perguntavam sobre isso, e eu dizia que não era significativo”, recordou. “Mas, hoje, produtos derivados do porco e também partes inteiras estão entrando do Brasil e chegando a toda a província.”

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Conforme Saraceni, a situação está vinculada a fatores internos e externos à economia argentina. Internamente, por exemplo, os custos estão elevados e o poder aquisitivo dos consumidores caiu. Externamente, o preço da carne suína recuou no Brasil.

“Temos um tipo de câmbio que não é competitivo para a exportação, mas sim para a importação”, lamentou o presidente da cooperativa. “Felizmente, o preço da carne suína está voltando a subir no Brasil.”

Mais que uma questão econômica, Saraceni questiona o risco sanitário trazido pelo produto que entra ilegalmente na Argentina.

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“A carne de porco que vem do Brasil não mantém a cadeia de frio. Isso vira um problema sanitário para o setor produtor e também para as pessoas que consomem esse produto”, indicou o dirigente, pedindo mais fiscalização nas fronteiras e nos pontos de venda.

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    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski é colaborador do H2FOZ desde 2021. Acompanha o noticiário da fronteira há duas décadas e cobre editorias como Paraguai, Argentina, Turismo, Esporte, Cultura e Segurança Pública.

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