A erva-mate está presente em nove de cada dez lares na Argentina e o consumo tem aumentado ano após ano. Mesmo assim, os produtores que atuam no setor vêm enfrentando cada vez mais dificuldades financeiras e logísticas.
Um estudo elaborado pela Fundação para o Desenvolvimento Humano Integral (DHI) indica que decisões como limitar o funcionamento do Instituto Nacional da Erva-Mate (INYM) tiveram impacto negativo na produção da folha.
Com o fim da política de preço mínimo na Argentina, por exemplo, o valor pago pelo quilo da folha recuou até quatro vezes. Com isso, os produtores apontaram falta de viabilidade econômica para cobrir os custos e contratar os trabalhadores necessários para a colheita.
Intitulado Mate mal cevado: desregulamentação da erva-mate, uma economia regional, o estudo da fundação DHI leva a assinatura do pesquisador José Luís Fuentes.
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“As vendas continuam crescendo, mas os produtores e os trabalhadores não conseguem cobrir seus custos. A desregulamentação não gerou mais concorrência. Pelo contrário, transferiu o dinheiro para os atores com maior poder econômico”, avaliou Fuentes.
Os dados apontam que os 12,5 mil produtores da região ervateira de Misiones têm poucas opções de venda. As dez maiores marcas representam 76,8% do mercado industrial, com três delas abocanhando quase metade.
Além disso, dez marcas concentram 80% das vendas nos supermercados de toda a Argentina, indicando o tamanho do desafio para os produtores.
O estudo aborda, ademais, o êxodo de trabalhadores rurais da Argentina em direção ao Sul do Brasil, devido à melhor remuneração. Em cidades como Andresito, na fronteira com Capanema, há falta generalizada de tareferos para atuação no campo.
Para saber mais sobre o estudo, em publicação do portal Misiones Online (em espanhol), clique aqui.


