A Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (Arca) da Argentina, órgão equivalente à Receita Federal do Brasil (RFB), publicou, nessa sexta-feira (9), a Resolução Geral n.º 5.910/2026.
A normativa trata da fiscalização de mercadorias nas fronteiras da Argentina com os países vizinhos. O texto define, por exemplo, quais produtos podem ou não fazer parte da cota de isenção de impostos.
De acordo com a resolução, o valor da cota para moradores da Argentina continua o mesmo nas fronteiras terrestres, equivalente a US$ 150 por pessoa.
Entretanto, os cidadãos argentinos não poderão retirar do país produtos como trigo, soja ou milho, bem como embalagens com dez quilos ou mais de produtos agrícolas.
Leia também:
Abastecer na Argentina? Preços da gasolina e do diesel em outubro de 2026
“Esses formatos não correspondem ao consumo pessoal, familiar ou doméstico”, argumenta a Arca, que tem como objetivo evitar distorções no mercado interno.
Já quanto à entrada de mercadorias na Argentina, a instituição passará a controlar mais detalhadamente as quantidades de cada item. A ação visa a evitar o abastecimento do comércio informal com produtos trazidos do Brasil e do Paraguai.
A Resolução Geral n.º 5.910/2026 está publicada, na íntegra, no Diário Oficial da Argentina. Para conferir o texto (em espanhol), clique aqui.

