Em dezembro de 2025, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) reportou inflação de 2,8% na Argentina. Com isso, o ano fechou com 31,5% de alta acumulada no custo de vida dos cidadãos residentes no pais.
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Embora ainda alto, o percentual está bem abaixo dos 117,8% registrados em 2024 e dos 211,4% de 2023. Comparativamente, o último ano com índice similar ao de 2025 foi o de 2017, que teve alta de 24,8% nos preços.
Em dezembro, o setor de transportes teve peso decisivo na inflação argentina, com acréscimo médio de 4%. Já o subgrupo moradia, água, eletricidade, gás e outros combustíveis subiu 3,4%, enquanto o item comunicações se elevou 3,3%.
As menores altas em dezembro corresponderam aos setores de saúde (2,1%), equipamentos para o lar (2%), educação (1,1%), roupas e calçados (0,4%).
Entre as regiões, o Nordeste da Argentina, que inclui a província fronteiriça de Misiones, teve a maior inflação em dezembro, 3,4%. Em seguida, ficaram as regiões do Cuyo (3%) e províncias dos Pampas (2,9%).
Nas redes sociais, Luis Caputo, ministro da Economia da Argentina, celebrou o recuo da inflação, mas destacou a necessidade de continuar apertando o cerco.
Na avaliação de Caputo, a redução teve como base o controle da quantidade de dinheiro em circulação no país e a obtenção de superávit fiscal (arrecadação maior que as despesas).
(Com informações do INDEC Argentina)

