O Ministério da Defesa da Argentina iniciou, nesta semana, o deslocamento de militares para vários pontos das fronteiras do país. A ação, que integra a Operação Presidente Julio Argentino Roca, tem como objetivo dificultar a ação de grupos criminosos no país.
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De acordo com a Resolução n.º 727/2025, a definição exata dos locais de atuação das tropas estará a cargo de um comitê interministerial. A duração do exercício está prevista, inicialmente, até o dia 15 de dezembro de 2025.
Para o governo da Argentina, a presença dos militares será útil em áreas como as fronteiras com Bolívia, Paraguai e Brasil.
Nas regiões limítrofes à Bolívia e ao Paraguai, a preocupação está relacionada, principalmente, ao narcotráfico, com foco na cocaína boliviana e na maconha paraguaia.
Já nas ligações fronteiriças entre Brasil e Argentina, o país vizinho tem como alvo o combate ao contrabando e à infiltração de organizações criminosas. Conforme as investigações, grupos brasileiros já teriam ampla presença nas cadeias argentinas.
As primeiras atividades da Operação Presidente Julio Argentino Roca começaram em abril, com a etapa de mobilização e planejamento. Na fase atual, acontece a implementação das medidas delineadas.
A princípio, não há previsão de reforço militar na fronteira entre Foz do Iguaçu e a cidade argentina de Puerto Iguazú. No entanto, outras áreas da província de Misiones, consideradas pouco vigiadas, deverão receber contingentes.
Habitualmente, movimentações de tropas em territórios limítrofes, mesmo que para atividades internas, são comunicadas com antecedência aos países vizinhos.


Exército Argentino, bastante sofrido após a derrota nas Malvinas, tem uma estrutura bem ultrapassada no aspecto organizacional.
O título me parece equivocado, pois se os militares irão prestar apoio às forças de segurança, sendo o espectro da guarnição militar federal o ente encarregado da segurança nacional, tal frase me parece equivocada. O correto seria dizer; exercito argentino assume a segurança de determinados setores onde os dados estatísticos mostram indicadores de falência ou incapacidade de manutenção dentro dos padrões aceitos. Essa é a verdadeira abordagem, pois o Exército é uma instituição que exerce ações subsidiárias quando todas as outras instituições falharam ou faliram se mostrando incapazes para realizar as atividades básicas de segurança pública.