A Argentina encerrou o ano de 2025 com inflação de 31,5%, conforme cifra oficial divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). A alta no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi a menor para o país desde 2017.
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Para 2026, de acordo com o texto da Lei Orçamentária Anual (LOA), o governo federal da Argentina projeta inflação de 10,1%. Tal estimativa, contudo, está abaixo das principais projeções de mercado, com os analistas trabalhando com índice em torno de 20%.
De fato, o Relatório de Expectativas de Mercado (REM), elaborado pelo Banco Central da Argentina, indica inflação de 20,1% entre janeiro e dezembro de 2026.
Para elaborar o REM, o Banco Central ouve especialistas como economistas e consultores ligados ao mercado financeiro. No início de 2025, os analistas estimavam inflação de 15% para 2026, mas a projeção subiu gradualmente ao longo do ano.
Uma das preocupações dos especialistas diz respeito à inflação do setor de serviços na Argentina, que chegou a 43% em 2025, ritmo superior à inflação dos bens.
Além disso, mudanças nas metodologias de cálculo, anunciadas pelo governo da Argentina, poderão ter impacto nos indicadores usados como referência. Há consenso, porém, de que a inflação de 2026 ficará abaixo do índice de 2025.
Inflação na Argentina – década de 2020:
2025: 31,5%.
2024: 117,8%.
2023: 211,4%.
2022: 94,8%.
2021: 50,9%.
Nota da Redação: Javier Milei, atual presidente da Argentina, tomou posse em dezembro de 2023. Até então, a presidência do país estava a cargo do peronista Alberto Fernández.

