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Mulher, eleição e política

Gleisi aciona Justiça contra posts que defendem fim do voto feminino

Alvo é uma rede de influenciadores que atacam a participação das mulheres na política, diz a parlamentar e candidata ao Senado.

2 min de leitura
Gleisi aciona Justiça contra posts que defendem fim do voto feminino
Para a candidata, não se trata de debate, mas de ataque ao direito das mulheres — foto: assessoria/divulgação

A deputada federal e candidata a senadora Gleisi Hoffmann (PT) representou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido para a retirada de posts na internet que defendem o fim do voto feminino. A parlamentar também quer a suspensão dos perfis que irrigam a rede com esses ataques.

O alvo é uma rede de influenciadores que, segundo a ação, defendem o fim do voto feminino e atacam a participação das mulheres na política. A representação reúne manifestações publicadas em redes sociais, podcasts e programas nas plataformas digitais.

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Gleisi e o voto feminino

Conforme a representação de Gleisi, são conteúdos que classificam o voto das mulheres como um erro e defendem o chamado “voto familiar”. Ou ainda, sustentam que, em caso de divergência entre marido e mulher, a decisão do homem deve prevalecer.

Impulsionamentos e monetização

A ação pede que as plataformas preservem as publicações e os dados técnicos sobre alcance, impulsionamento e monetização. Também solicita, em caráter liminar, a retirada do ar dos conteúdos individualizados que efetivamente defendam a supressão, redução ou subordinação do voto feminino.

Para Gleisi Hoffmann, o pedido não pretende proibir o debate sobre voto, família ou modelos de democracia, mas “impedir condutas que possam restringir direitos políticos em razão do sexo”, frisa.

Votar e ser votada

O voto foi uma conquista das mulheres e direito reconhecido em 1932, incorporado à Constituição de 1934 como facultativo; em 1965, tornou-se obrigatório. Mas, a participação feminina no parlamento permaneceu restrita nas primeiras eleições.

Nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte de 1933, entre os chamados “deputados do povo”, apenas uma mulher foi eleita: Carlota Pereira de Queiroz, por São Paulo. Berta Lutz, também candidata, ficou com a primeira suplência pelo Distrito Federal. Entre as chamadas “deputadas das profissões”, foi escolhida Almerinda Gama, representante classista do Sindicato dos Datilógrafos e Taquígrafos e da Federação do Trabalho do Distrito Federal.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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