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Carta ao leitor

Integração regional

O acordo Mercosul–União Europeia e a fronteira trinacional

Fortalecimento institucional do Mercosul pode trazer benefícios à população residente na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

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O acordo Mercosul–União Europeia e a fronteira trinacional
Autoridades do Mercosul e da União Europeia, em Assunção, durante a cerimônia de assinatura do acordo. Foto: Gentileza/Presidência do Paraguai
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Foi por pouco, muito pouco, que a assinatura do tratado de livre comércio entre Mercosul e União Europeia não ocorreu em Foz do Iguaçu, no dia 20 de dezembro de 2025, durante a cúpula semestral do bloco sul-americano.

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Na ocasião, houve suspense até a última hora, mas divergências internas no âmbito europeu levaram ao adiamento para janeiro de 2026.

Nesse sábado (17), após quase três décadas de negociações, Mercosul e União Europeia firmaram o documento. A cerimônia aconteceu em Assunção, capital do Paraguai, localizada a apenas 320 quilômetros da fronteira trinacional.

Em declarações nas semanas anteriores à assinatura, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, disse crer que o país estará entre os principais beneficiados do acordo.

Há tempos, Paraguai e Uruguai, os países menores, pediam mudanças nas regras do Mercosul, citando como exemplo a dificuldade em fechar o acordo com a Europa. Agora de “papel passado”, espera-se um novo impulso ao fortalecimento institucional do bloco.

Benefícios nas fronteiras do Mercosul

Embora em realidades diferentes, a experiência europeia de desburocratização das fronteiras internas pode ajudar a destravar a logística regional. Afinal, sem diminuição de custos e prazos (as filas nos portos secos, por exemplo), o Mercosul ficará para trás.

Obviamente, a implementação do acordo ocorrerá de forma gradual, com prazos de até 15 anos para alguns setores e possibilidade de entraves não alfandegários para outros.

Foz do Iguaçu e fronteira aparecem bem posicionados, pois, mesmo com os atrasos nas obras estruturantes, o corredor logístico da Ponte da Integração estará totalmente funcional em 2027.

Além disso, o turismo local poderá tirar proveito da maior exposição de produtos Mercosul na Europa. A médio prazo, a ampliação do comércio transatlântico deverá resultar, ademais, em novas rotas aéreas, ampliando as conexões.

Países como o Paraguai, com baixa tributação, divulgarão sua atratividade aos investidores europeus, potencializando o setor de manufatura.

O governo do Brasil, inclusive, lançou um painel para que os exportadores consigam identificar as oportunidades trazidas pelo acordo Mercosul–União Europeia. Para saber mais sobre a ferramenta, clique aqui.

Olhar com foco local na região trinacional

O H2FOZ ficará de olho nas pautas que interessam à região fronteiriça, procurando ir além da simples avaliação de que o acordo barateará chocolates e vinhos e facilitará as exportações do agro. Esteja atento às publicações com a tag Mercosul ao longo de 2026.

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Guilherme Wojciechowski colabora diariamente com o H2FOZ e redige, aos domingos, edição semanal da Carta ao Leitor.

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    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski é colaborador do H2FOZ desde 2021. Acompanha o noticiário da fronteira há duas décadas e cobre editorias como Paraguai, Argentina, Turismo, Esporte, Cultura e Segurança Pública.

    1 comentário em “O acordo Mercosul–União Europeia e a fronteira trinacional”

    1. Doni Vitor

      Engraçado, toda comemoração o presidente sempre está presente, por ser o Miley o anfitrião dessa vez o petista não compareceu. Será que não houve um ultimato para ele não comparecer?

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