H2FOZ
Início » Carta ao leitor » A difícil busca por desaparecidos em Foz do Iguaçu e fronteira

Carta ao leitor

Drama humano

A difícil busca por desaparecidos em Foz do Iguaçu e fronteira

Peculiaridades da região trinacional tornam ainda mais complexa a busca por desaparecidos, com destaque para idosos, mulheres e menores.

3 min de leitura
A difícil busca por desaparecidos em Foz do Iguaçu e fronteira
Até mesmo a ação de vândalos, que arrancam os cartazes, criam obstáculos às buscas pelos desaparecidos. Foto: Guilherme Wojciechowski

A população de Foz do Iguaçu está acompanhando, há quase um mês, a incessante busca pelo paradeiro do Sr. Gregório Lopes, de 81 anos. Lopes está na lista de desaparecidos desde o dia 6 de abril, quando saiu de casa no bairro Polo Centro.

Na última sexta-feira (1.º), familiares e amigos fizeram uma mobilização no cruzamento das avenidas Costa e Silva, Paraná e República Argentina. A ação teve como objetivo manter a mobilização da população na procura pelo idoso, que sofre do Mal de Alzheimer.

Publicidade

A preocupação da família tem justificativa. Passado o ímpeto inicial, há a tendência de que pessoas não ligadas diretamente aos desaparecidos deixem de dar a devida atenção ao tema. Assim, manter a mobilização cidadã ativa tem caráter fundamental.


No caso específico do Sr. Gregório Lopes, os familiares vêm fazendo, até o momento, esforços de grande envergadura. Na internet, o perfil @buscagregorio atualiza as informações e desmente rumores de localização do paradeiro.

Leia também:
Editoriais semanais com a opinião do H2FOZ sobre temas do noticiário

Em todas as partes da cidade, há cartazes com diferentes fotos do idoso. A busca pelo desaparecido está presente, também, em outras cidades da região, bem como nos países vizinhos, especialmente no Paraguai.

Em regiões como a nossa, existe o fenômeno de a pessoa estar na cidade ao lado, mas sob a jurisdição de outro país. Em casos assim, infelizmente, fronteiras institucionais e de informação podem dificultar o trabalho.

Desaparecidos na fronteira

Idosos, mulheres, crianças e adolescentes formam a maior parte dos nomes nas listas de desaparecidos de Brasil, Paraguai e Argentina. O portal H2FOZ acredita que a imprensa tem um papel fundamental para mobilizar a população e manter o tema em evidência.

Publicidade

Você viu o Sr. Gregório? Entre em contato com a família: +55 45 99911-6095, ademais das forças de segurança. Viu outros desaparecidos? Avise às corporações policiais (190 ou 153).

Apoie o jornalismo local em Foz do Iguaçu e fronteira. Assine o H2FOZ!

Muito obrigado pela leitura e ótima semana!

Guilherme Wojciechowski colabora diariamente com o H2FOZ e redige, aos domingos, a edição semanal da Carta ao Leitor. Acompanha, de perto, as listas de desaparecidos na região trinacional de fronteira.

Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e fique por dentro do que realmente importa.


    Você lê o H2 diariamente?
    Assine no portal e ajude a fortalecer o jornalismo.

    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski é colaborador do H2FOZ desde 2021. Acompanha o noticiário da fronteira há duas décadas e cobre editorias como Paraguai, Argentina, Turismo, Esporte, Cultura e Segurança Pública.

    Deixe um comentário