No último dia 19 de março, publicamos no H2FOZ a matéria Passageiros enfrentam superlotação nos ônibus de Foz do Iguaçu, relatando casos pontuais de uma situação que gera frequentes reclamações.
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Ao longo de vários dias, a reportagem acompanhou a Linha 250 (Três Bandeiras), no sentido TTU, com saída do bairro às 6h40. Problema apontado: o ônibus enviado para fazer a linha (n.º 11.052) tinha capacidade insuficiente para o horário.
Antes da publicação, o próprio autor registrou protocolos junto à Viação Santa Clara e ao Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu (Foztrans), por meio do sistema eOuve (como passageiro) e pelas assessorias (para a elaboração da matéria).
Em um dos contatos, datado de 17 de março (dois dias antes do conteúdo ir ao ar no H2FOZ), recebeu da Viação Santa Clara a seguinte mensagem:
Em análise à situação relatada, foi possível constatar a procedência dos fatos no horário mencionado. Informo que será feita a troca de veículo por um maior, com capacidade para atender até 100 pessoas, para melhor suprimento às necessidades dos contribuintes.
Tal troca, contudo, ocorreu apenas em 20 de março, já depois da publicação da reportagem no portal de notícias de Foz do Iguaçu, veiculada no dia 19.
Entre 20 e 25 de março, os passageiros da Linha 250 tiveram um pouco menos de desconforto no horário das 6h40, mostrando que mesmo a colocação de um ônibus um metro mais comprido (n.º 11.024) já faz diferença.
Entretanto, em 26 de março, sete dias após a matéria do H2FOZ, o carro n.º 11.052 retornou à linha, deixando tudo na estaca zero.

Superlotação nas linhas em Foz do Iguaçu
Na resposta enviada ao H2FOZ e transcrita na matéria, o Foztrans reconhece o problema da superlotação em linhas urbanas de Foz do Iguaçu e diz que faz ajustes pontuais, conforme a capacidade e a disponibilidade orçamentária.
Em contato com o portal, leitores e leitoras citaram outras situações. Uma leitora da Vila C contou que perdeu uma vaga de emprego por conta da falta de ônibus na Vila C. Outra reclamou que o Interbairros “quebra todo dia” às 7h.
Uma terceira indicou que 101/102 (Vila C) e 10 (Cidade Nova) também têm status de “caos total” quanto à superlotação. Uma quarta contou de problemas na Linha 380, como a recusa do motorista em parar em um local mais seguro, fora do ponto, em uma rua escura, embora exista uma lei municipal sobre o tema.
No Instagram e no Facebook, queixas sobre as linhas 225 (Três Lagoas), 200 (Gleba Guarani), 50 (Vila A Paraná), 320 (Interbairros) e 120 (Parque Nacional) predominaram.
Atualmente, a Prefeitura de Foz do Iguaçu trabalha para lançar um novo edital de licitação do transporte coletivo local. Haverá melhoria real para os passageiros? Ou as queixas de sempre continuarão pelos 15 anos de vigência do futuro contrato?

Transporte metropolitano
Ainda na esfera do transporte coletivo, Santa Terezinha de Itaipu, cidade vizinha a Foz do Iguaçu, esteve na pauta do noticiário do H2FOZ nesta semana.
Por lá, a prefeitura local e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) estão debatendo alternativas diante do corte de horários nas linhas intermunicipais. Para saber mais sobre as discussões, conforme texto do jornalista Paulo Bogler, clique aqui.
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Guilherme Wojciechowski colabora diariamente com o H2FOZ e redige, aos domingos, a edição semanal da Carta ao Leitor.

