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Buracos e carros na contramão: trânsito difícil na Região Leste

Acesso ao Cognópolis e Arroio Dourado mudou em razão das obras na altura do viaduto na Felipe Wandscheer; condutores precisam de atenção

4 min de leitura
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Buracos e carros na contramão: trânsito difícil na Região Leste
Trecho permito apenas para motoristas que chegam ao Cognópolis, porém motoristas não respeitam. Foto: AMAC
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Um caos no trânsito se instalou na Região Leste de Foz do Iguaçu após alterações no tráfego de veículos na Avenida Maria Bubiak, entre a Avenida República Argentina e a Avenida Felipe Wandscheer.

As mudanças no fluxo de veículos começaram na segunda-feira, 6, e o pouco tempo foi suficiente para os motoristas reclamarem de falhas na sinalização e do risco de trafegar, principalmente porque alguns carros não respeitam o trânsito e circulam pela contramão.

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As rotas foram estabelecidas em razão do avanço das obras da Perimetral Leste, cuja fase prevê a implantação de novas rotatórias abaixo do viaduto da Avenida Felipe Wandscheer.  

Buracos e falta de respeito dos condutores

Alguns trechos sugeridos para os motoristas desviarem do local de obras estão tomados por buracos e com sinalização precária. A própria Felipe Wandscheer, nas proximidades do Arroio Dourado, e a Rua Itaboraí têm buracos por toda parte, o que obriga os carros a fazer desvios e frear.

Alguns trechos sugeridos para os motoristas desviarem do local de obras estão tomados por buracos e com sinalização precária. Foto: Denise Paro

Na Rua Itaboraí, uma das poucas alternativas para circular na região, o trânsito é intenso, inclusive de caminhões. Na Rua Francisco Fogaça, saída do bairro São Roque, filas imensas se formam no semáforo situado no cruzamento com a Felipe Wandscheer.

Um dos problemas mais sérios apontados pelos moradores é a falta de respeito dos motoristas. Para quem chega ao Cognópolis, a via indicada é a paralela à Maria Bubiak, que pode ser acessada pela segunda rotatória do viaduto da República Argentina.

Porém, o caminho só pode ser feito por quem está entrando no Cognópolis. Mas isso não ocorre. Diariamente, moradores da região relatam que automóveis e motos saem do Cognópolis acessando a rua marginal à Avenida Maria Bubiak, na contramão, colocando em risco quem circula na direção correta.

Moradora do Cognópolis, Patrícia Alves avalia que não existe planejamento para a obra levando em conta a rotina da cidade e dos moradores.

Para ela, quando há interrupção de vias para as obras, é “preciso prever alternativas que sejam mais racionais, que comportem o tráfego, ou seja, que estejam em condição de uso e com a sinalização necessária”.

Atualmente, Patrícia e muitos moradores do Cognópolis precisam transitar 20 quilômetros para chegar a um local que antes levava quatro minutos.

Obras estão sendo feitas no acesso ao viaduto na Felipe Wandscheer. Foto: AMAC

Fluxo para acessar o Cognópolis e o Arroio Dourado

  • Do centro para Avenida Felipe Wandscheer

Pegar a segunda rotatória do viaduto da República Argentina que dá acesso à Felipe Wandscheer na altura do Polo Discernimentum (antigo Cabeça de Boi).

  • Da Maria Bubiak para a Felipe Wandscheer

Pegar a Rua Leonardo Otembra, acessar a segunda rotatória da República Argentina que dá acesso à Felipe Wandscheer na altura do Polo Discernimentum.

  • Da Avenida das Cataratas à Felipe Wandscheer. Entra na Rua Itaboraí até acessar o cruzamento com a Felipe Wandscheer.

Consultada pelo H2FOZ, a prefeitura informou que a sinalização e os desvios são de responsabilidade da empresa que faz a obra. Quanto aos motoristas que circulam na contramão, o Foztrans iria fazer a verificação.

A previsão é de que a alteração no trânsito perdure por um mês.

De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), a Perimetral Leste de Foz do Iguaçu contempla a pavimentação de 14,7 quilômetros de rodovia nova, ligando a BR-277 e a nova Ponte da Integração Brasil–Paraguai.

Estão incluídos no contrato duas aduanas e seis viadutos. Os serviços chegaram a 78,5% de execução na medição mais recente, de setembro.

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    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Integração Contemporânea na América Latina. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

    3 comentários em “Buracos e carros na contramão: trânsito difícil na Região Leste”

    1. João Marcos Freire

      o povo também não ajuda,né? lá tem uma sinalização dizendo que é mão única e mesmo assim os motoristas ignoram, teoricamente esse problema só irá durar um mês, custa fazer um sacrifício nesse período?

    2. Silvia Sonia da Silva

      A construtora poderia perfeitamente ter permitido duas vias no acesso. Planejamento péssimo! Nunca ouviram a população. A obra que inicialmente duraria 6 meses nesse trecho já se arrasta por quase 1,5 anos. Por esse motivo ninguém tem paciência. Ng acredita nesses prazos fornecidos por eles. prefeitura também não faz nada!!!!!!!!! Deixou os moradores durante todo esse período usando uma via intransitável e agora está pior ainda. A rua Itaboraí tem um buraco tão grande no trevo da Macumba que só que eu saiba já estourou 2 carros. O boleto de nosso IPTU chegou certinho, mas ônibus não chega, Ifood não chega….Que horror!

    3. Geraldo Dias

      tem três mensagens (placas no caminho indicando que tantos metros: 500, 200 e 100, está impdedido de seguir) e depois uma placa a 0 m. indicando sentido proibido.

    Os comentários estão encerrado.