Rodoviários seguem com a greve dos ônibus em Foz do Iguaçu

Cobrando salários, motoristas cruzaram os braços nessa terça - Foto: Marcos Labanca

Uma audiência de conciliação foi marcada pela Justiça para a próxima sexta-feira, informou o sindicato.

De acordo com o sindicato da categoria, não houve neste segundo dia do movimento proposta para chegar ao fim da greve de motoristas e cobradores em Foz do Iguaçu, iniciada nessa terça-feira, 9. Os rodoviários pedem o pagamento integral de salários, pelo Consórcio Sorriso, reposição salarial e auxílio-alimentação.

Os trabalhadores decidiram iniciar a paralisação porque duas das três empresas que operam o transporte coletivo em Foz do Iguaçu devem metade dos salários de outubro – somente uma delas pagou a remuneração integralmente. A categoria também espera, desde julho, o julgamento do dissídio da pauta da greve anterior.

Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu (Sitro-FI), a entidade orienta que motoristas e cobradores cumpram o preceito legal sobre greve, mantendo parte dos ônibus em circulação. Pela manhã, os coletivos recolhem passageiros, param no terminal (TTU) e fazem novas viagens no final da tarde.

A reportagem apurou, entretanto, uma exaltação dos rodoviários, em que muitos dizem não fazer nenhuma linha do transporte coletivo antes do pagamento dos salários. A orientação é para que a população, antes de sair de casa para pegar ônibus, informe-se sobre a circulação da lotação.

Conforme o diretor do Sitro-FI, a Justiça do Trabalho marcou para a próxima sexta-feira, 12, uma audiência de conciliação. Dessa rodada de negociação participam representantes dos trabalhadores e das empresas concessionárias da prefeitura, entre outros setores convidados para o diálogo.

Os rodoviários afirmam que estão tendo prejuízos de 40% devido ao não pagamento da reposição da inflação e da cesta básica. Entre abril e julho deste ano, os trabalhadores realizaram a mais longa greve da história da categoria em Foz do Iguaçu, que durou 78 dias, a qual chegou ao fim sob a mediação da Justiça do Trabalho.

Desde então, a pauta trabalhista não avançou entre o sindicato e as empresas. Também não teve andamento o debate sobre melhorias no transporte coletivo para o usuário, conduzidas por órgãos como prefeitura e Câmara de Vereadores.

Audiência marcada pela Justiça do Trabalho – Foto: Reprodução
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Paulo Bogler - H2FOZ

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