A criação da Rua 24 Horas pode dar vida nova ao centro de Foz do Iguaçu, instituindo um ponto de encontro e convivência para moradores e turistas. A proposta é defendida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (STTHFI), que abriu o tema para o diálogo.
A ideia é ampliar a extensão do calçadão da Rua Rio Branco, da Avenida Brasil à Praça Almirante Tamandaré, e dotá-lo de estrutura segura para a cultura, comércio e turismo. Além de atividades próprias para o funcionamento diuturno, a iniciativa contempla a construção de uma concha acústica de dupla face, uma para uso diário e outra para produções maiores.
A Rua 24 Horas é pensada para ser integrada à Praça da Paz e ao centro, no seu entorno. Presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), Diogo Marcel Araújo, opinando sobre a proposta, agrega que o calçadão fica próximo a edificações históricas que fazem parte do patrimônio cultural iguaçuense.
Como exemplo, cita a primeira escola da cidade, a prefeitura, o prédio da biblioteca onde funcionou o Fórum de Foz do Iguaçu e o antigo Hotel Salvatti, que abrigou um dos primeiros cinemas. O dirigente turístico também menciona a proximidade com o Rio Paraná, onde fica o Porto Popeye, e a foz do Rio Monjolo, que forma uma bela cachoeira de frente para o Paraguai.
“Lembrando que temos o projeto de revitalização da Avenida Brasil. Assim, sua integração com a Rua 24 Horas viria muito a calhar, marcando esse ponto da cidade como um circuito histórico e cultural”, reflete Diogo. “Inclusive, hoje já há guias e agências que levam seus turistas para passeios pelo centro, acessando nossa história e cultura.”
“Certamente, uma Rua 24 Horas nessa região irá criar um ambiente de lazer e cultura para as famílias de Foz do Iguaçu e os nossos visitantes”, sublinha o presidente do Comtur.. “Espero que a gente possa trabalhar em conjunto para organizar essa iniciativa”, projeta Diogo.
Vitrine da cultura
Dançarino e professor de dança em Foz do Iguaçu há quase duas décadas, baseado nas expressões urbanas, Bianor Dias Junior avalia que a Rua 24 Horas significa mais espaço para a ocupação por artistas iguaçuenses. E poderia ser o início de um debate mais amplo à elaboração de políticas públicas que integrem, de fato, turismo, cultura e outros segmentos.

“O setor turístico poderia construir junto com os artistas locais ações para a tão buscada retenção dos visitantes em nossa cidade, pensando para além da rota turística convencional atual, diversificando a economia do setor de maneira orgânica”, realça o profissional. “O centro é acessível a todos, e a proposta pode ter impacto em toda uma cadeia econômica”, completa.
Para ele, seria uma vitrine da cultura genuinamente iguaçuense. “O turismo cultural é um potencial, e a Rua 24 Horas pode ser uma das estratégias para criar maior variedade de opções e participação de pequenos e médios trabalhadores. Foz do Iguaçu tem pessoas, diversidade e criatividade, o que ainda está subaproveitado em termos de geração de oportunidades. A cultura é solução para o presente e o futuro”, frisa Bianor.
Convite ao debate
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Turismo, Vilson Martins, afirma que o objetivo da entidade é ampliar o debate em torno da proposta de criação da Rua 24 Horas. “Estamos falando de uma proposta viável, capaz de repaginar essa região, dando vida nova ao centro de nossa cidade”, propõe.
A Rua 24 Horas seria aberta, ao longo do calçadão, a bares, lanchonetes, pizzarias, cafés, confeitarias, sorveterias, bancas, restaurantes de sabores típicos fronteiriços e espaço para artesanato regional, bem como para serviços destinados principalmente a turistas. A intenção é manter uma agenda permanente de arte e cultura.
“Estamos pensando em um espaço público para reunir a comunidade, disponível sete dias por semana, e atrativo a moradores das cidades da região, nossos vizinhos da Argentina e do Paraguai e turistas”, enumera. “Significa ampliar a convivência entre os moradores e turistas, gerando renda, empregos e divulgação espontânea permanente, pela especificidade da Rua 24 Horas”, finaliza.
Será mesmo que Foz terá uma rua 24 horas. Como morador fico analisando que está rua não poderia estar sendo comentada, mas sim já há muito tempo, sido concluída. Não é um projeto mirabolante, não precisa indenizar ninguém. São estruturas de metais com as escoacoes de águas adequadamente . Gramado e Curitiba que o digam.