Vergonha nacional, campanha ‘antipobre’ em Foz deve ser revogada por lei

O padre Julio Lancellotti criticou as placas da campanha em Foz - Foto: Reprodução
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Por Alexandre Palmar e Paulo Bogler

A Lei nº 4.770/2019 deu origem às famigeradas placas “Não dê esmolas, dê oportunidades”, espalhadas pelo centro de Foz do Iguaçu. Ela deve ser formalmente revogada, quase três anos depois de sua sanção pelo prefeito Chico Brasileiro (PSD), a partir de proposta da legislatura passada da Câmara de Vereadores. A ação foi criticada como prática de aporofobia, isto é, aversão a pobres.

Cobrança do padre Julio Lancellotti

Referência no amparo aos mais necessitados, o padre Julio Lancellotti, de São Paulo (SP), inseriu Foz do Iguaçu na lista nacional de cidades aporofóbicas por conta das placas, em suas redes sociais. Agora, quem pede a revogação da lei é o próprio prefeito. “As placas, por si só, não têm função”, justifica, devido à gravidade dos problemas sociais e econômicos decorrentes da pandemia. A matéria está na ordem do dia da sessão desta quinta-feira, 9, para votação em segundo turno.

Professora dá nome a CMEI

Pedido da comunidade escolar, centro de educação infantil no Jardim Buenos Aires levará o nome da professora Elaine Bernardes Ribeiro, falecida em 2021, aos 51 anos, vítima de covid-19. Na representação da categoria, a docente integrou as diretorias do Sinprefi e Sismufi, sindicatos de servidores municipais, e atuou em movimentos sociais e de direitos humanos.

Senador critica PEC do combustível

O senador do Paraná Oriovisto Guimarães (Podemos) elevou o tom para protestar contra a PEC anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro para baixar, por seis meses, o preço dos combustíveis. “O Senado não pode ser conivente com esse estelionato eleitoral”, bradou. Para ele, os valores serão contidos artificialmente ao custo de R$ 50 bilhões em dinheiro público, depois voltando maiores.

PRF só na rodovia

A Justiça Federal decidiu que as operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) devem ser apenas nas rodovias federais. A decisão atendeu a pedido do Ministério Público Federal, após operações policiais conjuntas em que ocorreram mortes.

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