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Logística forte

Porto Seco de Foz movimenta quase US$ 10 bilhões, com novo recorde em 2025

Corrente de comércio cresce 13,86%. Volume físico de cargas indica mudança no perfil das mercadorias processadas na fronteira; entenda.

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Porto Seco de Foz movimenta quase US$ 10 bilhões, com novo recorde em 2025
Cargas liberadas no Porto Seco cruzam para o Paraguai - foto: Marcos Labanca/H2FOZ arquivo

O Porto Seco de Foz do Iguaçu encerrou 2025 com movimentação financeira de US$ 9,79 bilhões, resultado que representa avanço de 13,86% na corrente de comércio exterior em relação ao ano anterior. Os números, divulgados pela Receita Federal do Brasil (RFB), reforçam a relevância estratégica da unidade.

No mesmo período, o volume total processado chegou a 5,16 milhões de toneladas, abaixo das 5,45 milhões registradas em 2024 — uma retração de 5,31%. A diferença entre a queda em peso e o aumento em valor aponta para maior participação de produtos com valor agregado mais elevado nas operações, explica a RFB (veja abaixo).

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O Porto Seco de Foz do Iguaçu segue líder na América Latina em liberação de veículos. Ao longo do ano, foram liberados 215.070 caminhões — aumento de 11,65% frente a 2024.

As exportações somaram US$ 5,05 bilhões e 1,69 milhão de toneladas, enquanto as importações atingiram US$ 4,74 bilhões e 3,46 milhões de toneladas.

O Paraguai concentrou 77,5% do fluxo, com 166.661 veículos, seguido pela Argentina, com 48.409 caminhões e participação de 22,5%.

As importações responderam por 58,41% do total de veículos que cruzaram o recinto alfandegado, enquanto as exportações representaram 41,59%.

Apesar da menor quantidade de caminhões nas saídas do país, o valor financeiro exportado mantém relevância na balança comercial regional.

Entre as cargas importadas predominam commodities agrícolas e recursos energéticos, além de alimentos e bebidas.
Já as exportações brasileiras são marcadas por produtos industrializados e insumos destinados ao setor produtivo.

Os resultados reforçam o papel estratégico da fronteira para o abastecimento interno e a integração comercial com países do Mercosul. E demonstram como a unidade contribuiu para a dinâmica do comércio terrestre sul-americano.

Maior valor agregado

“Essa divergência entre o peso e o valor das mercadorias é um indicador estratégico importante: ela sinaliza uma transição no perfil comercial da região, com uma participação crescente de produtos de maior valor agregado”, frisa a RFB.

A Receita Federal empreendeu a análise setorial e o valor agregado. “O aumento de 13,86% no valor financeiro, em contraste com a redução no volume físico, reflete uma mudança qualitativa no mix de mercadorias processadas.”
Essa conformação está relacionada, sustenta o órgão, a fatores como:

  • agroindústria: volume de grãos a granel mantém relevância, mas cresceu o fluxo de insumos agrícolas e maquinário de alta tecnologia, que possuem valor de mercado superior por tonelada;
  • industrializados e eletrônicos: o fortalecimento de bens de consumo duráveis, componentes eletrônicos e produtos manufaturados provenientes do Paraguai e Argentina ajudou a elevar o ticket médio das operações;
  • operação logística: embarques noturnos e agilidade no desembaraço aduaneiro atraem importadores e exportadores de cargas críticas e de alto valor, que demandam segurança e previsibilidade.

(Com informações da Receita Federal em Foz do Iguaçu)

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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