Períodos prolongados sem energia ou o pisca-pisca da luz são infortúnios conhecidos dos moradores de Foz do Iguaçu. Em algumas regiões mais, em outras menos, fato é que a queda no fornecimento desse item essencial nas casas e comércios é reclamação constante da população em toda a cidade.
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A falta de água não fica atrás. Moradores de bairros da grande Região Norte, por exemplo, foram submetidos, por um período, a uma rotina em que tomar banho só era possível depois da meia-noite. Torneiras secas se tornaram problema diário, e a madrugada passou a ser o horário para tarefas básicas dentro dos domicílios.
No verão, estação com data marcada no calendário, antes que se alegue surpresa, a incidência de quedas de energia aumenta exponencialmente. E piora em dias de temporal e ventania. As árvores viram bode expiatório: a cidade não conta com um plano consistente para afastar fiação e vegetação, muito menos para conduzir cabos por baixo do solo.
As interrupções frequentes e imprevisíveis no fornecimento afetam a rotina doméstica e a produtividade no trabalho. Oscilações e quedas de energia danificam aparelhos eletrônicos, podendo queimar do controle do portão a eletrodomésticos, o que gera custos extras. Quem arca com a despesa é o morador, dada a epopeia que é conseguir restituição.
A falta de água, igualmente, impacta atividades do dia a dia, com transtornos à higiene e ao conforto doméstico. Baixa pressão e torneiras secas podem danificar equipamentos, como máquinas de lavar, além de frustrar o descanso das pessoas, submetidas a rotinas alternadas.
As reclamações sobre o serviço de energia, a cargo da Copel, aumentaram após 2023, com a privatização da empresa. Obter informações, procedimento simples e direito do consumidor, é traumático. A Sanepar emite avisos sobre interrupções, mas peca na orientação quanto ao retorno do abastecimento.
A Copel afirma investir em equipes e na manutenção preventiva e corretiva, citando R$ 49 milhões destinados à modernização da infraestrutura em Foz do Iguaçu, além de R$ 15,3 milhões para a rede de média tensão e R$ 42,6 milhões para novos medidores.
Já a Sanepar constrói reservatório na Região Norte, na Vila A. A estrutura terá capacidade para 5,7 milhões de litros de água, com a expectativa de dobrar o armazenamento e garantir maior estabilidade na distribuição.
Apesar do que dizem as empresas, Foz do Iguaçu segue com suas faltas. Energia elétrica e água, bens essenciais, ao deixarem de chegar aos endereços dos iguaçuenses, testam a paciência do morador e colocam à prova a eficiência e a capacidade das concessionárias de prestar os serviços.

