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Foz mantém partos, mas saúde exige pacto efetivo pelo SUS

A direção do Hospital Itamed havia oficializado o encerramento das atividades dentro de dois meses.

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Foz mantém partos, mas saúde exige pacto efetivo pelo SUS
Nenhum agente público de qualquer nível pode alegar surpresa: Claudio Siqueira, com uso de IA.

O pior não vai acontecer. A Fundação de Saúde Itaiguapy e a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) comunicaram acordo que garante a continuidade dos partos e dos serviços de maternidade gratuitos no Hospital Itamed, em Foz do Iguaçu, além dos atendimentos de alta complexidade e de outras áreas assistenciais.

A direção da unidade havia oficializado o encerramento das atividades dentro de dois meses, alegando desequilíbrio orçamentário — entradas abaixo do necessário para cobrir os gastos com a função. O imbróglio envolve os repasses do estado ao hospital via Sistema Único de Saúde (SUS).

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Nenhum agente público de qualquer nível pode alegar surpresa. Em dezembro do ano passado, o ex-secretário de estado da Saúde Beto Preto e o secretário municipal de Saúde de Foz, Fábio de Mello, permitiram-se a foto para anunciar repasses por atendimentos adicionais do hospital, realizados entre 2023 e 2025.

O episódio traduz que, já naquele momento, os procedimentos à população eram maiores do que o previsto e se acumulavam havia dois anos. O próprio Governo do Estado informou o volume: 47.629 serviços, excedente de 21.344 em relação ao quantitativo contratado — quase o dobro. Preto elogiou o Itamed; Fábio de Mello elogiou o andar de cima da governança. Os recursos permaneceram insuficientes.

A instituição, fundada para atender trabalhadores que atuaram na construção da Itaipu Binacional e seus familiares, ganhou relevância no arranjo municipal de saúde, principalmente com o fechamento da Santa Casa, em 2006, com o Hospital Municipal ainda sendo edificado. É responsável pelo nascimento dos bebês iguaçuenses pelo SUS, além de ser referência em áreas como oncologia e cardiologia.

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A ameaça de Foz do Iguaçu perder a maternidade foi momentaneamente afastada. Todavia, o episódio adverte gestores de equipamentos e serviços, e a hierarquia do poder público municipal, estadual e federal, para o risco de soluções paliativas, quando a realidade exige pactuação que fortaleça o financiamento do SUS, meio de garantir a população assistida com saúde.

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