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Opinião do H2FOZ

PIB em queda e renda menor em Foz do Iguaçu: atenção econômica e social

População não vive de números, projetos ou do que ainda virá a ser: quer vida digna e de qualidade.

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PIB em queda e renda menor em Foz do Iguaçu: atenção econômica e social
Ilustração: IA sob produção de Claudio Siqueira


Desenvolvimento resulta de um conjunto de fatores, entre os quais a produção de riqueza e sua distribuição, compondo fórmula mais ampla que deve levar à qualidade de vida da população. O cenário em Foz do Iguaçu cobra atenção: o PIB (Produto Interno Bruto) cai, e a renda domiciliar das famílias é menor do que a de cidades-polo ou vizinhas.

Levantamento recente do IBGE, com dados do ano-base 2023, mostra diminuição de 2,9% do PIB de Foz do Iguaçu em relação ao ano anterior, situando o indicador em R$ 16,9 bilhões. Essa foi a segunda queda seguida, após o pico de R$ 19 bilhões em 2021 e o recuo para R$ 17,4 bilhões no ano seguinte. A reportagem é do H2FOZ.

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A retração de 2,9% no indicador de riquezas fez Foz do Iguaçu perder 30 posições no ranking; entre as dez cidades mais populosas do Paraná, apenas a cidade fronteiriça recuou. Há, ainda, a antinomia entre “PIBão” e “PIBinho”, na qual uma corrente de análise avalia que o PIB iguaçuense considerado com “economia real” pode ser metade do valor ao retirar-se o peso de Itaipu.

Em conteúdo analítico, o portal também mostrou que Foz do Iguaçu, sétima maior cidade, ocupa apenas a 14.ª posição em renda domiciliar per capita entre as 40 mais populosas, com base no Censo de 2022 do IBGE. O valor médio de recursos no bolso do morador é de R$ 1.911, somente 18% acima do salário mínimo.

Na Região Oeste, Foz do Iguaçu fica atrás de Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon e Medianeira. Curitiba (R$ 3.138) e Maringá (R$ 2.647) lideram, e a renda per capita supera R$ 2 mil em Londrina, Pato Branco, Francisco Beltrão, Cascavel, Toledo, Pinhais, Marechal Cândido Rondon, Campo Mourão e Medianeira.

Diante desse quadro, não basta celebrar vocações históricas ou apostar só na força de um único indutor econômico, nem nutrir apelo afetivo a grandes estruturas isoladas. Não há desenvolvimento quando ele é incompleto e frágil. Para a população que não vive de números, projetos ou do que ainda virá a ser, vida digna e de qualidade é quando crescimento se converte em prosperidade de toda a sociedade.

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