Primeiro voto, juventude e participação política

Em Foz, nas últimas eleições, apenas 88 jovens de 16 anos e 422 com 17 estavam aptos a votar.

Em dois meses, termina o prazo para o jovem que completa 16 anos até as eleições de outubro tirar o título e votar no pleito deste ano. Esse limite é o mesmo para quem precisa regularizar pendências, como a decorrente da ausência nas urnas em anos anteriores.

A democracia, quer dizer, a efetiva participação na vida política e social, não se restringe a votar. Mas escolher os representantes é parte valiosa desse processo, já que os ocupantes de cargos eletivos tomam decisões que impactam na vida de cada pessoa e da coletividade.

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Problemas enfrentados por todos no dia a dia, como preços altos, precariedade na saúde, falta de emprego ou excesso de buracos nas ruas, por exemplo, são reflexos da política. E institucionalmente, nos governos e parlamentos, a política é exercida por quem é eleito pela população.

O voto com consciência e autonomia é uma ferramenta na construção de uma cidade, estado e país melhores. Nesse sentido, ganha dimensão a importância da participação do jovem nas eleições do próximo mês de outubro.

Em primeiro lugar, o jovem tem demandas próprias que precisam ser asseguradas na forma de leis, nos orçamentos e na execução de políticas públicas. São especificidades em educação, cultura, esporte, lazer, meio ambiente e trabalho, para ficar nas principais.

Depois, porque a juventude agrega o frescor das ideias, o inconformismo e o apego às mudanças. O que é estabelecido, as estruturas estanques e tudo aquilo que se pretende manter imutável no campo da política não rimam com o pensar juvenil.

Em Foz do Iguaçu, a relevância da participação da juventude nas eleições relaciona-se ao primeiro voto. Nas últimas eleições, apenas 88 jovens de 16 anos e 422 com 17 estavam aptos a votar e escolher os atuais vereadores e prefeito da cidade.

No caminho até as urnas, é fundamental desconstruir a ideia repetida de que os jovens não possuem interesse ou consciência política. Afastar o cidadão do debate público e propagar o analfabetismo político na sociedade apenas interessa àqueles que fazem da política profissão e que não almejam outra coisa senão a própria perpetuação no poder.

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