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Guardador de Palavras

Das palavras guardadas ao livro nas mãos

Contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc, o Guardador de Palavras do Segundo Ano D, da Escola Municipal Lúcia Moro, em Cianorte, transforma memórias infantis em literatura.

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Das palavras guardadas ao livro nas mãos
O livro impresso, colorido, com registro deverá marcar para sempre esta fase tão especial dos estudantes e suas famílias. Foto: Roberto Guirard

O que começou há quase duas décadas como anotações das frases e pensamentos da pequena Gabi acabou se transformando em coleção literária. Criado pela jornalista Aida Franco de Lima, o Guardador de Palavras da Gabi já soma cinco volumes recheados de diálogos, desenhos, reflexões e memórias com sua filha, que hoje tem 20 anos.

E os frutos dessa semeadura começaram a florescer dentro da escola.

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Em 2025, o Guardador de Palavras da Gabi V – Edição Especial Sala de Aula aproximou literatura e alfabetização no ambiente escolar. Inspirados pela proposta, alunos do Segundo Ano D da Escola Municipal Lúcia Moro, em Cianorte, passaram a escrever os próprios textos, registrando sonhos, lembranças e descobertas.

As crianças tiveram liberdade de criar sem se preocupar com erros, visto que isso faz parte natural do processo de aprendizagem. Foto: Bruno J. M. da Silva.

Para transformar o projeto em livro, Aida enfrentou uma longa caminhada. O projeto foi aprovado no Chamamento Público 01/2024, mas o edital acabou anulado. Persistente, ela inscreveu novamente a proposta e conquistou aprovação no Chamamento Público 06/2025 da Política Nacional Aldir Blanc.

Através dos desenhos as crianças refletem suas percepções sobre o mundo. Foto: Bruno J. M. da Silva

Agora, o sonho ganha forma impressa. O Guardador de Palavras do Segundo Ano D – Inspirado no Guardador de Palavras da Gabi está saindo da gráfica com 200 páginas coloridas, ISBN e registro editorial. Estão sendo produzidos 100 exemplares: parte destinada aos pequenos autores e outra para bibliotecas e espaços de leitura. O projeto também contará com versão digital, lançamento com as famílias e rodas de conversa com professores.

Não houve censura a erros gramaticais ou concordância, que foram integralmente respeitados, e os estudantes compreenderam que isso não seria motivo de vergonha, pois faz parte do processo de aprendizagem. Foto: Bruno J. M. da Silva.

Segundo Aida, uma das tarefas mais difíceis foi selecionar o conteúdo. “Havia criatividade demais transbordando dos cadernos”, resume.

O Guardador de Palavras da Gabi tem mostrado a importância da escuta ativa, da comunicação não-violenta e é fonte de inspiração para as mais variadas idades. O que eram memórias familiares transformou-se em um retrato coletivo da infância e a prova de que palavras guardadas com carinho conseguem atravessar o tempo.

O livro impresso, colorido, com registro deverá marcar para sempre esta fase tão especial dos estudantes e suas famílias. Foto: Bruno J. M. da Silva.

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