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Novo capítulo

Livros de Inglês recolhidos: Justiça questiona base jurídica da prefeitura na ação

Município tem dez dias para comprovar precedentes do STF citados na defesa; sindicato diz que argumentos usados podem ser falsos; gestão afirma que usou base técnica.

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Livros de Inglês recolhidos: Justiça questiona base jurídica da prefeitura na ação
Obra foi recolhida pela Secretaria de Educação, depois de vídeos de dois vereadores da base do prefeito Silva e Luna – foto: reprodução


Em novo capítulo que envolve o recolhimento de livros de Inglês pela Prefeitura de Foz do Iguaçu, a Justiça questionou a base jurídica apresentada pelo município na ação. Em dez dias, a gestão deverá comprovar precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) citados na defesa.

A decisão é do juiz Wendel Fernando Brunieri, da 2.ª Vara da Fazenda Pública. Ele quer, na íntegra, os precedentes que a prefeitura alega serem da Corte Suprema, que constam de memorando da Secretaria Municipal de Educação (Smed).

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Para o Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal (Sinprefi), autor da ação contra a administração, a prefeitura pode ter usado fundamento jurídico falso. “Se o município não apresentar uma justificativa bem fundamentada, nós vamos pedir condenação também por litigância de má-fé”, cita a assistência jurídica da entidade.

Já a prefeitura se defende. “Não houve qualquer utilização de fundamento jurídico falso. Todas as decisões foram tomadas com base em critérios técnicos, pedagógicos e legais”, informou à reportagem. “Os esclarecimentos solicitados já estão sendo apresentados nos autos, com total transparência e respeito ao Poder Judiciário.”

Livros de Inglês recolhidos

Na ação, o juiz ainda determina que o município especifique, no livro English After School, os trechos exatos — páginas, parágrafos e linhas — com supostos termos considerados impróprios e que embasaram o recolhimento das publicações na rede municipal, o que já foi revertido pela Justiça.

Relembre

Em junho de 2025, após vídeos “lacradores” de dois vereadores da base do prefeito Joaquim Silva e Luna (PL) questionando o conteúdo didático, a secretária de Educação, Silvana Garcia, determinou o recolhimento das obras. A decisão foi tomada no dia seguinte aos vídeos.

O material didático é utilizado há quatro anos por professores. A decisão de recolher os livros não reuniu parecer pedagógico formal por parte da Smed. O caso virou motivo para abertura de uma CPI na Câmara de Vereadores, que está em andamento.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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