No Dia do Servidor, educadores realizam ato público no NRE de Foz do Iguaçu

Professores e funcionários de escolas da rede estadual do Paraná realizarão ato no Dia do Funcionário Público, nesta quarta-feira, 28, a partir das 9h, em frente ao Núcleo Regional de Educação de Foz do Iguaçu (NRE). Durante o movimento, será protocolado documento com a pauta da categoria. 

Organizada pela APP-Sindicato/Foz, a mobilização seguirá as medidas sanitárias necessárias. Os servidores são contra a terceirização de agentes educacionais das escolas da rede estadual, a política dos governos estadual e federal de congelamento de salários e a retomada de atividades extracurriculares e aulas presenciais durante a pandemia. 

Os(as) educadores(as) não aceitam a proposta da Secretaria de Estado da Educação (Seed) que prevê prova para seleção de trabalhadores temporários (PSS), que é excludente. O sindicato defende os critérios atuais para contratação e afirma que o exame deve ser feito somente em concurso público, outra exigência da categoria nos últimos anos. 

Não há motivos para comemoração no Dia do Servidor, afirma Silvio Borges – Marcos Labanca/Arquivo

A pauta do protesto no NRE inclui ainda o enfrentamento ao crescente processo de militarização de escolas da rede estadual. A reforma administrativa, proposta do governo federal em tramitação no Congresso Nacional, também será questionada pelos educadores, já que seus efeitos atingirão o funcionalismo paranaense.  

“Não temos nada a comemorar neste Dia dos Servidores”, enfatiza o diretor da APP-Sindicato/Foz, Silvio Borges. “Mesmo durante a pandemia, com a aflição causada pela doença a todos nós, somada à sobrecarga de trabalho provocada pelo sistema remoto, que não dominamos, o governador Ratinho Junior potencializou sua agenda de ataques”, frisa. 

Conforme o professor, os ataques dos governos não atingem somente o servidor, mas toda a população. “Há uma campanha deliberada que tenta jogar a sociedade contra os trabalhadores, a qual não pretende nada a mais do que retirar direitos e desmontar os serviços públicos que garantem, por exemplo, saúde e educação para nossa população”, pontua Silvio.

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