Em fase avançada, as obras do Campus Arandu, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), devem começar a ser entregues em junho deste ano. O anúncio foi feito durante visita do ministro da Educação, Camilo Santana, nessa terça-feira, 20.
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De acordo com o gerente de Projetos do UNOPS Brasil, Rafael Esposel, o andamento da obra está no dobro da velocidade prevista, e a previsão é de que em junho fiquem prontos tanto o prédio onde vai funcionar o Restaurante Universitário quanto o espaço destinado à biblioteca.
Também deve ser entregue, parcialmente, o bloco de salas de aula, com a concretagem dos três andares, explicou Esposel. Em agosto de 2027, será finalizado o edifício administrativo, com 18 andares.
Retomadas após dez anos de paralisação, as obras do Campus Arandu são de responsabilidade do Escritório das Nações Unidas de Serviços e Projetos (UNOPS).
O UNOPS é o organismo das Nações Unidas especializado em infraestrutura, compras e gestão de projetos. Com aporte financeiro da Itaipu Binacional, a obra está orçada em R$ 750 milhões.
Para o ministro Camilo Santana, a parceria com a Itaipu permite trazer o último projeto de Oscar Niemeyer e entregar uma obra importante para o Brasil, para a América do Sul, para o Paraná e para Foz do Iguaçu.
O ministro também lembrou o aporte financeiro de R$ 65 milhões da Itaipu para a aquisição do edifício do Jardim Universitário (JU), que passou a ser sede própria da Unila. Na visita, Santana foi recebido por estudantes, servidores administrativos e professores.
A reitora da Unila, Diana Araujo, destacou a relevância da obra. Para ela, com a aquisição do Jardim Universitário e a construção do Campus Arandu, a Unila vai consolidando sua infraestrutura, embora ainda falte o Hospital Universitário.
Durante entrevista coletiva, o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende aumentar o número de vagas da instituição, para que a universidade amplie o seu papel de referência na América Latina, considerando a posição estratégica do Brasil no continente.
(Com informações da assessoria de imprensa da Unila)


