Os profissionais da educação da rede municipal de Foz do Iguaçu mantêm o estado de greve, não descartam a paralisação geral e irão protestar na prefeitura nesta terça-feira, 3. As deliberações são de assembleia realizada no último dia 28, que também definiu nova plenária para decisões em duas semanas.
O descontentamento da categoria está relacionado, principalmente, às mudanças instituídas pela Secretaria Municipal de Educação na matriz curricular e ao não pagamento do Piso Nacional do Magistério. Em relação ao currículo, os professores decidiram aguardar o parecer técnico do Conselho Municipal de Educação, órgão responsável por normatizar e fiscalizar o sistema municipal de ensino, que retoma as atividades no dia 11 de fevereiro.
A proposta apresentada no fim do ano passado previa a retirada de aulas de Português, Geografia e Ciências para a inclusão de Inglês e Robótica no Ensino Fundamental. A reação foi imediata e levou à decretação do estado de greve. O tema chegou a ser encaminhado ao Conselho em regime de urgência, mas não foi votado.
Professores cobram piso salarial
Outro ponto central é o piso salarial. A categoria reivindica o cumprimento do reajuste de 5,4% definido pelo Ministério da Educação em janeiro, que fixa em R$ 5.130 o valor mínimo para professores com jornada de 40 horas semanais. Em Foz do Iguaçu, segundo o sindicato, o reajuste tem sido pago como “completivo”, sem incorporação ao salário-base, o que gera prejuízos à carreira.
O Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (Sinprefi) conduz as negociações e cobra mais diálogo. “Defendemos mais transparência e que a gestão leve em conta a experiência de quem está diariamente nas escolas”, afirma a presidente do Sinprefi, Viviane Dotto.
Protesto na prefeitura
Nesta terça-feira, 3, os professores realizam um ato público em frente ao gabinete do prefeito Joaquim Silva e Luna (PL), no horário do almoço, como forma de alerta ao Executivo e de informação à comunidade. A partir do dia seguinte, estão previstas manifestações nas escolas, com uso de faixas, cartazes e vestimentas pretas.
Nova assembleia está pré-agendada para 13 de fevereiro. Caso não haja avanço nas negociações, a categoria não descarta deliberar por greve geral após o Carnaval.
(Com informações da assessoria)


